
MP atribui mais de 7.864 crimes sexuais contra menores a um homem
Um homem detido em Portel, distrito de Évora, por abuso sexual e pornografia de menores está indiciado de mais de 7.864 crimes, de que foram vítimas a filha e outras crianças, revelou hoje o Ministério Público (MP).
Em comunicado publicado na página na Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP indicou que o homem, de 35 anos, está indiciado pela prática de, pelo menos, 864 crimes de abuso sexual de crianças agravado, tendo a vítima sido a sua filha, atualmente com 13 anos.
Além disso, o arguido, detido em flagrante delito pela Polícia Judiciária (PJ), foi indiciado por mais de 7.000 crimes de pornografia de crianças agravado, estando a sua filha incluída “no rol das vítimas”.
Na quarta-feira, em comunicado, a PJ anunciou que, no dia anterior, havia detido este homem, “fortemente indiciado” por abuso sexual e pornografia de menores, ambos na forma agravada, em Portel.
O arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial, na quarta-feira, e o Tribunal de Évora determinou a sua prisão preventiva, pelo que foi conduzido ao Estabelecimento Prisional de Elvas, no distrito de Portalegre.
De acordo com o MP, o arguido vive em união de facto com a mãe da vítima e o agregado familiar é ainda constituído por um outro filho, um menino de 10 meses, tendo os factos sido praticados nessa residência.
“Encontra-se fortemente indiciado que o arguido, pelo menos desde 2019 e até à data da sua detenção, abusou sexualmente da sua filha, desde os 6/7 anos, através da prática de atos sexuais de relevo”, pode ler-se no comunicado.
Segundo o MP, estas práticas eram filmadas e fotografadas, com o arguido a disponibilizar “tais captações através de plataformas informáticas acessíveis a um número indeterminado de pessoas”.
Quando foi detido, o homem “detinha consigo e no interior da sua residência dispositivos eletrónicos e informáticos”.
Nestes dispositivos foram encontrados “milhares de ficheiros contendo imagens e filmes de crianças e jovens, com idade inferior a 14 anos, em poses eróticas” e “em atos sexuais explícitos”, relatou o MP.
Por considerar que estão verificados “os perigos de continuação da atividade criminosa, de perturbação do inquérito e de alarme social”, o MP promoveu a aplicação das medidas de coação de prisão preventiva e de proibição de todos os contactos com a vítima, a sua mãe e o irmão, o que foi acolhido pelo juiz de instrução criminal.
As investigações prosseguem sob a direção do MP no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, coadjuvado pela PJ.







