
“O setor frutícola é o que mais alavanca a economia de Armamar”
A 19.ª edição da Feira da Maçã de Montanha de Armamar arranca amanhã, duas semanas mais cedo do que o habitual, para acompanhar a época da colheita. Num espaço renovado e pensado para potenciar a sua atratividade e funcionalidade, o município optou por organizar os expositores por setores de atividade económica, visando a criação de oportunidades de promoção, relacionamento e negócios.
No programa deste ano pontifica Fernando Daniel, que atua amanhã no palco principal, mas a organização continua a dar espaço à “prata da casa”, com as associações e coletividades locais a terem, novamente, um papel fundamental na representatividade da cultura e identidade do território.
Na principal montra de Armamar estará não só a maçã de montanha mas também os vinhos da região demarcada do Douro e do Távora, fumeiro, artesanato e gastronomia.
O concelho é um dos maiores produtores nacionais de maçã e é responsável por um terço de toda a produção em Portugal, e é nessa dimensão que leva a efeito a 19.ª edição do seu certame, que este ano surge com a designação “Feira da Maçã de Montanha de Armamar”, uma alteração que a vereadora da Cultura e Turismo Sara Gouveia explicou ao Diário de Viseu
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“As nossas maçãs são produzidas em altitude e isso confere-lhes umas características distintas. A crocância, o brix tem um grau de doçura superior às produzidas no restante país. São muito mais sumarentas e é precisamente o facto de serem produzidas em altitude, na parte sul do nosso concelho, que lhes dá estas características. Portanto, em termos estratégicos, é pertinente que nos afirmemos como feira da maçã de montanha”, referiu.
Segundo a vereadora municipal, o setor da fruticultura é determinante para a dinamização económica do concelho.
“O setor frutícola é o que mais alavanca a economia do nosso concelho, tem uma importância muito vincada e não podemos, jamais, descurar este setor de atividade. Produzimos cerca de 120 mil toneladas anuais de maçã de montanha, portanto estamos a falar, com toda a certeza, de uma grande porcentagem, de uma grande fatia do volume nacional da produção”, garantiu.
A produção deste ano acompanhou a dos anos anteriores, segundo o eco dos produtores locais, apresentando “um bom calibre e todas as características que lhe deram fama ao longo dos anos”.
O certame contará este ano com a presença de cerca de uma centena de expositores, com particular destaque para os produtores de maçã e dos vinhos locais.
“Vamos ter um corredor privilegiado para os produtos endógenos, com destaque para a maçã, à entrada da feira, mas também para os expositores locais de vinho. Todos os fruticultores presentes são do concelho, mas vamos ter expositores de outros produtos e regiões”, explicou Sara Gouveia.
Fernando Daniel será cabeça de cartaz em Armamar
Questionada sobre os destaques da programação deste ano, Sara Gouveia não hesitou em apontar como principal atração o cantor Fernando Daniel, confiando numa boa afluência amanhã à noite.
“O cabeça de cartaz é um nome nacional bastante conhecido, o Fernando Daniel, mas também destacarei os grupos culturais locais, porque queremos mostrar aquilo que somos em termos de identidade, em termos de cultura do nosso território e entendemos que o grande peso estão as nossas associações e nos nossos grupos locais”, asseverou.
Sara Gouveia enfatizou que o evento terá uma forte representatividade do movimento associativo local.
“Todas as associações concelhias estão envolvidas nas várias dinâmicas de sexta a domingo, com as suas tasquinhas de comes e bebes, a restauração e também ao nível da animação, com as arruadas e as atuações etnográficas, momentos em que se evidencia a nossa identidade, cultura, valores e a nossa autenticidade. São as nossas associações que passam aos visitantes a nossa essência”, sublinhou a vereadora.
No domingo, haverá nova edição do concurso “A minha maçã é maior que a tua”, que desafia à criação de produtos gastronómico à base de maçã. Sara Gouveia afirma que o concurso, além de muito participado, “cria bastante envolvência com os produtores e é algo que motiva e entusiasma todos os intervenientes, e este ano não será exceção”.












