
Produção de amêndoa em Portugal poderá aumentar 40% este ano
“A expectativa é bastante favorável, não só de que possamos vir a ter um aumento de cerca de 40% da produção, como também se nota uma melhoria muito grande do rendimento”, afirmou o presidente da Portugal Nuts, Tiago Costa.
Esta previsão foi feita para a Portugal Nuts – Associação Promoção Frutos Secos pela Demeter, empresa internacional em dados sobre cadeias de valor agrícolas e publicação de índices.
O estudo indica que a produção nacional de amêndoa para 2026 é estimada em 114.900 toneladas com casca, equivalente a 34.470 toneladas de amêndoa em miolo, representando um aumento de 39% em comparação com a campanha anterior.
Segundo Tiago Costa, que falava aos jornalistas no final de uma visita do ministro da Agricultura a uma fábrica de descasque de amêndoa em Beja, este ano a colheita arrancou a meio de agosto e vai terminar mais tarde, em meados de outubro.
“Estamos com um rendimento muito mais elevado daquele que foi no ano passado e uma qualidade bastante boa”, reiterou, assinalando que, a par do “aumento significativo do preço”, 2026 está a tornar-se “favorável para os produtores”.
Nas declarações aos jornalistas, o presidente da Portugal Nuts reconheceu que já foram arrancados amendoais, sem precisar a respetiva área, frisando que terão sido “áreas relativamente pequenas”.
“Crescemos muito e em muito pouco tempo e não foi possível consolidar todo o conhecimento que deveríamos ter sobre a amêndoa, quer a nível técnico, mas também a nível operacional”, salientou.
Tiago Costa referiu que o setor está agora “a consolidar todo este conhecimento”, admitindo que o crescimento foi feito com base em “informação de fora” que foi adaptada à realidade do país.
“Por isso mesmo, já se nota a evolução em muitos dos nossos associados e dos nossos produtores e nota-se perfeitamente que já não estão a trabalhar, no fundo, às escuras e isso reflete-se quer na produtividade, quer também na qualidade”, sublinhou.
O dirigente disse que “provavelmente haverá as oscilações normais nos diferentes anos, com a retirada de uns [pomares] que já são mais antigos e substituição por outros, que serão para repor”.
“Estabilidade é talvez a palavra mais adequada para aquilo que deve ser investido”, acrescentou.
Criada em 2019, a Portugal Nuts tem agora pouco mais de 46 associados, entre produtores e processadores, os quais representam mais de 20 mil hectares, a maioria (95%) de amêndoa, no sul do país e Beira Interior.







