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Turismo Centro de Portugal classifica saída do Rally de Portugal como “murro no estômago”

Presidente da entidade sublinha impacto económico, turístico e internacional da prova e exige esclarecimentos sobre a decisão

A Turismo Centro de Portugal manifestou profunda lamentação pela decisão de retirar o Vodafone Rally de Portugal do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) em 2027, anunciada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, qualificou a decisão como “um murro no estômago” e uma notícia “profundamente negativa para Portugal”, destacando que o Rally de Portugal é “uma das grandes marcas internacionais do nosso país, construída ao longo de décadas e reconhecida em todo o mundo”.

O responsável enfatizou o impacto económico e turístico associado à realização da prova, referindo que se trata de um evento com “um impacto extraordinário na promoção externa de Portugal, na economia dos territórios, na hotelaria, na restauração, no comércio e no emprego”. Acrescentou que a prova atrai “milhares de visitantes” e milhões de espectadores internacionais através das transmissões televisivas.

Para a região Centro de Portugal, a decisão assume ainda maior relevância devido ao trabalho que estava a ser desenvolvido para reforçar a presença da prova, especialmente com Viseu a assumir um papel relevante. Rui Ventura afirmou que “esse trabalho e essa expectativa ficam agora interrompidos”.

O presidente da Turismo Centro de Portugal considerou essencial conhecer em detalhe as circunstâncias que levaram à exclusão do Rally de Portugal do calendário de 2027, questionando: “Como é possível que uma prova com este historial, esta notoriedade e este impacto fique de fora do calendário mundial? Que negociações foram realizadas? Que alternativas foram apresentadas? Que condições colocou o promotor? E, sobretudo, o que foi feito para defender até ao limite a presença de Portugal?”

O Automóvel Club de Portugal explicou que a decisão resultou de uma alteração efetuada pelo promotor do WRC na fase final de preparação do calendário de 2027, visando assegurar uma maior diversidade geográfica e uma dimensão mais intercontinental ao campeonato. Já decorreram contactos para um eventual regresso do Rally de Portugal em 2028.

Rui Ventura afirmou que o possível regresso em 2028 não diminui a importância da decisão para 2027 e acrescentou: “Se houve uma alteração de última hora por parte do promotor do WRC para procurar uma maior dispersão geográfica e intercontinental do campeonato, então Portugal deve também perceber por que razão foi o Rally de Portugal a pagar esse preço. Não basta dizer que poderá regressar em 2028. Uma marca internacional desta dimensão não pode entrar e sair do calendário como se nada estivesse em causa”.

O presidente da Turismo Centro de Portugal recordou que poucos eventos desportivos realizados em Portugal apresentam uma capacidade semelhante para projetar o país internacionalmente e gerar retorno direto nos territórios. “Em 2027 não perdemos apenas uma prova de automóveis: perdemos economia, perdemos dormidas, perdemos promoção internacional e perdemos, durante um ano, uma das grandes marcas de Portugal no mundo”, afirmou.

Por fim, Rui Ventura defendeu que o momento deve ser aproveitado para esclarecer integralmente o processo e preparar o futuro da prova no calendário mundial: “Agora é tempo de explicações e, sobretudo, de garantir que esta ausência não se transforma numa perda definitiva. O Rally de Portugal tem um valor demasiado importante para o turismo, para os territórios e para a imagem internacional do país para que esta decisão seja encarada com resignação”.

Setembro 29, 2026 . 18:45

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