
Rui Costa lamenta “dualidade de critérios exagerada”
O presidente do Benfica, Rui Costa, considerou que a dualidade de critérios do árbitro Miguel Nogueira prejudicou as ‘águias’ no ‘clássico’ que o FC Porto venceu (3-1), no domingo, para a sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Apesar de não discutir a expulsão do defesa benfiquista Lenglet, aos 35 minutos, por duplo cartão amarelo, num lance em que atingiu o avançado portista André Silva com “uma ligeira pancada na nuca”, o dirigente ‘encarnado’ lamentou a dualidade do juiz da Associação de Futebol de Lisboa na exibição de vários cartões amarelos.
“No fator disciplinar, há uma dualidade de critérios tremenda. O Benfica foi extremamente punido nisso. A quantidade de faltas que o FC Porto faz e que não são punidas com amarelo vai dando força a uma equipa e retirando [força] à outra”, disse, aos jornalistas, na zona mista do Estádio do Dragão, no Porto.
O responsável estranhou, por exemplo, que o lance em que Prestianni mostra “a cara cheia de sangue”, após uma pancada que “nem sancionada foi”, pouco antes da expulsão de Lenglet, para ilustrar essa dualidade que, a seu ver, foi “exagerada”.
Convencido de que o Benfica conseguiria outro resultado em igualdade numérica com os ‘dragões’ até ao minuto 90, o dirigente vincou que a equipa treinada por Marco Silva entrou “muito bem no jogo”, “a mandar”, até sofrer o golo inaugural, marcado por Gabri Veiga, aos 31 minutos.
Rui Costa mostrou-se igualmente confiante de que o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e pelo plantel “vai dar frutos”, recusando atirar a ‘toalha ao chão’ quanto à disputa do campeonato, numa fase em que as ‘águias’ somam 16 pontos, menos cinco do que os ‘azuis e brancos’, líderes, só com vitórias.
“Perdemos dois pontos contra o Académico de Viseu e três aqui. Isso não vai impedir a equipa de lutar pelos seus objetivos. Temos muito caminho pela frente. Esta equipa merece credibilidade por parte dos adeptos”, disse.







