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“Será impossível que haja portagens entre Viseu e Coimbra”

Presidente da CIM Viseu Dão Lafões reage a declarações do ministro Miguel Pinto Luz que admitiu portajar a ligação a Coimbra depois de transformada em perfil de autoestrada

O presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, João Azevedo, não acredita que o Governo venha a portajar o IP3, entre a cidade viseense e Coimbra, reagindo dessa forma às declarações do ministro das Infraestruturas e Habitação, que esta semana admitiu o pagamento de portagens.
Tal como o nosso Jornal noticiou ontem, Miguel Pinto Luz referiu, em Coimbra, durante a cerimónia de inauguração das novas linhas do metrobus, que a conversão do IP3 em perfil de autoestrada gerou consenso, no entanto, “há uma questão na qual não estamos 100% em sintonia, com alguns dos deputados dos partidos [na Assembleia da República]”. “Há quem defenda portagens como nós, para garantir continuidade no investimento público e há outros que não”, adiantou, mantendo assim uma posição que já tinha defendido no final do ano passado.
A resposta do também autarca viseense a essas declarações não poderia ser mais clara. “O que me parece é que será impossível que haja portagens entre Viseu e Coimbra, no traçado que temos hoje. É uma obra paga pelo Orçamento de Estado. Uma obra que foi um compromisso do Estado português com a região. Já para não falar em décadas de atraso que esta infraestrutura tem e que prejudicou, e de que maneira, esta região”, sublinhou.
João Azevedo admite que “pode ter havido alguma confusão na declaração” do ministro, reforçando que “o compromisso com a região não é esse”. “O compromisso com a região é a duplicação do eixo rodoviário entre Viseu e Coimbra, em quase cerca de 90% da estrada. E nesse eixo não há portagens”, assegurou. “Não me passa pela cabeça que isso possa acontecer”, acrescentou.
“Eu fui um dos primeiros autarcas do país a defender a isenção de portagens nas antigas SCUT, porque é uma questão de justiça e de discriminação positiva relativamente a territórios que têm que ter mais investimento do Estado português”, explicou aos jornalistas no final da reunião do executivo.
“Nós precisamos de sermos mais competitivos, de termos mais e melhor emprego, temos que ter mais oferta formativa nos vários ciclos, especialmente no ensino superior, temos de ter mais habitação e não podemos ter portagens. Basta de portagens”, concluiu.

Setembro 17, 2026 . 11:30

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