
Trump: Ucrânia e Rússia acordam cessar ataques a infraestruturas energéticas
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra no âmbito da guerra em curso entre os dois países.
"A Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos. A Rússia aceitou fazer o mesmo!", indicou Trump numa mensagem publicada nas redes sociais.
Donald Trump acrescentou que "o aumento do preço do gasóleo a nível mundial deve-se principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, não ao Irão".
O Presidente norte-americano procurou assim desvincular o aumento dos preços dos combustíveis nos últimos meses do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, que levou Teerão a bloquear o estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.
Esta subida dos preços do petróleo ocorre num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e novos ataques no estreito de Ormuz, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares.
Os constantes ataques ucranianos contra refinarias russas provocaram um défice de gasolina e gasóleo na Rússia, obrigando o Governo russo a restringir a venda de combustível nos postos e a proibir a exportação de derivados.
No domingo, Trump afirmou ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe pedir o fim dos ataques às refinarias russas, devido à escassez de gasóleo provocada.
Na passada terça-feira, Trump manteve uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin, a quem pediu que pusesse fim à guerra iniciada há mais de quatro anos com a invasão em larga escala da Ucrânia.
A conversa telefónica ocorreu depois de os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, terem visitado Moscovo e Kiev para reativar as conversações de paz após seis meses de pausa.







