
Projeto europeu de Inteligência Artificial quer combater ciberataques
A Universidade de Coimbra anunciou hoje uma investigação que visa desenvolver tecnologias de Inteligência Artificial que reforcem a capacidade de resposta a ameaças híbridas, como ciberataques, campanhas de desinformação e outras formas de interferência digital.
Intitulado SHIELD-EU, o projeto está a ser liderado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESCC), uma unidade de Investigação e Desenvolvimento associada à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
O objetivo do projeto, coordenado pelo investigador Jorge Sá Silva, é “desenvolver uma arquitetura de defesa inovadora baseada em Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial na Borda (Edge AI) e modelos cognitivos, emocionais e comportamentais, com o objetivo de reforçar a resiliência perante ameaças associadas à guerra híbrida”.
“O SHIELD-EU pretende colocar o conhecimento científico desenvolvido no INESCC e na FCTUC ao serviço da construção de infraestruturas digitais europeias mais resilientes e seguras, mantendo sempre o ser humano no centro do desenvolvimento tecnológico", explicou Jorge Sá Silva.
A Universidade de Coimbra lembrou que “os conflitos atuais combinam frequentemente ciberataques, campanhas de desinformação, manipulação psicológica e outras formas de interferência digital”.
Nesse âmbito, são colocados “novos desafios à segurança e à capacidade de resposta das organizações e das infraestruturas críticas”.
O projeto SHIELD-EU pretende “desenvolver soluções tecnológicas centradas no ser humano, capazes de apoiar a tomada de decisão, melhorar a consciência situacional e aumentar a capacidade de resposta em ambientes complexos e de elevada pressão”, sublinhou.
Uma das suas principais linhas de investigação passa pela utilização de tecnologias de Edge AI, “que permitem processar informação crítica localmente, de forma mais rápida, segura e autónoma, reduzindo a dependência de infraestruturas centralizadas e aumentando a robustez operacional”.
Este projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do concurso DEFESA + CIÊNCIA: Projetos Exploratórios 2025. Conta com a colaboração da Força Aérea Portuguesa, que “contribuirá para a validação das soluções desenvolvidas em cenários operacionais, aproximando a investigação científica das necessidades concretas do setor da defesa”.









