
Politécnico de Castelo Branco passa a universidade
“Mais do que uma mudança de designação, e estatutária, esta transformação reconhece a qualidade, a maturidade e a capacidade científica alcançadas pelo IPCB”, afirmou.
Esta mudança está enquadrada no novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior e avançou porque o IPCB foi acreditado desde 2023, por um período de seis anos, pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
Apesar da alteração de designação, “preserva-se aquilo que define a identidade do IPCB: a proximidade entre estudantes e docentes, o acompanhamento individual, a aprendizagem em contextos reais e a forte ligação às empresas, aos municípios e às instituições da região”.
Luís Farinha, que será também o primeiro reitor deste novo modelo organizacional, reiterou que o objetivo é “construir uma Universidade Politécnica (UP) profundamente comprometida com os estudantes e com o território, aberta ao país e ao mundo. Uma instituição capaz de transformar conhecimento em oportunidades, inovação e progresso coletivo”.
Como UP, a instituição “continuará a distinguir-se por um ensino de elevada qualidade, orientado para a prática e sustentado na investigação aplicada, no desenvolvimento tecnológico, na inovação e na criação de valor”.
Mantém, como já tinha alcançado, um leque formativo completo, que vai das 19 propostas de CTeSP (Curso Tecnológico Superior Profissional) aos três doutoramentos, dispondo ainda de 32 licenciaturas, 13 pós-graduações e 19 mestrados.
“A oferta doutoral constitui uma das marcas deste novo ciclo. O IPCB participa atualmente em três doutoramentos, nomeadamente de Sustentabilidade Agro Alimentar e Ambiental, Ciências do Desporto e Design para a Inovação Regional”, referiu o presidente, acrescentando que a esta oferta “juntam-se formações nas áreas da saúde, engenharias, tecnologias digitais, gestão, educação, artes, design, música, desporto, turismo, ciências agrárias e ambiente, distribuídas pelas seis escolas superiores da UPCB, cinco em Castelo Branco e uma em Idanha-a-Nova”, que reúnem 520 docentes e 233 trabalhadores de pessoal técnico, administrativo e de gestão.
Outra das apostas da UPCB será na formação ao longo da vida, “apoiando pessoas, empresas e instituições na atualização e aquisição de competências em domínios específicos do saber”, o que pode ser feito “através de formação avançada, programas de especialização, cursos de curta duração e microcredenciais, ou seja, respostas flexíveis e ajustadas às necessidades dos profissionais, das organizações e do território”.
No Concurso Nacional de Acesso de 2026, o IPCB (pois ainda aparece com esta designação) disponibiliza 1.109 vagas.
João Carrega, presidente do conselho geral do IPCB, acrescentou que este “é um momento histórico para Castelo Branco e para a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que passam a ter uma universidade”.
“É uma universidade politécnica, é verdade, mas é uma universidade, sem dúvidas nenhumas, que vai ser charneira do desenvolvimento de toda esta região, todo o interior do país e também do resto do próprio país, porque temos formações muito importantes que fazem falta a todo o território”.
Além disso, integra a BAUHAUS4EU, uma aliança de universidades europeias financiada pelo programa Erasmus+”.










