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Manifestantes no Porto pedem demissão do Governo e querem greve geral

Os pedidos de demissão foram dirigidos tanto ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, como ao Governo em geral

Os manifestantes pela habitação no Porto, reunidos em assembleia popular desde as 19:49 na Praça D. João I, pediram hoje a demissão do Governo e a realização de uma greve geral ibérica.

Durante a assembleia popular foram gritadas, por várias vezes, pelo coletivo que preenche a praça, palavras de ordem como "demissão" ou "greve geral de Espanha a Portugal".

Os pedidos de demissão foram dirigidos tanto ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, como ao Governo em geral: "Este governo não pode continuar e tem de cair", disse uma manifestante à praça, tendo sido seguida de gritos de "demissão" por toda a praça.

Um outro manifestante, que tinha sido detido na madrugada de hoje, pediu uma "greve geral pela habitação", tendo a multidão exclamado, de seguida, um pedido de "greve geral, de Espanha a Portugal".

Cânticos como "25 de Abril sempre" ou "o povo unido jamais será vencido" são repetidamente entoados na Praça D. João I.

A assembleia popular da Acampada do Porto fez hoje um minuto de silêncio na Praça D. João I pelos manifestantes que foram agredidos pela polícia esta madrugada.

Depois do minuto de silêncio foi posta a votação e aprovada por unanimidade a "continuação de resistência pacífica".

Também foi aprovado por unanimidade um apelo ao Presidente da República para que tome uma posição sobre a violência que foi cometida contra os manifestantes.

Foi recordado o artigo 45º da Constituição da República Portuguesa, onde se diz que os cidadãos têm direito a manifestação sem autorização e foi pedida a demissão do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

A polícia interveio depois de os manifestantes não terem acatado as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 manifestantes feridos, 27 dos quais em Lisboa e seis no Porto.

Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Outubro 25, 2026 . 21:57

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