
JS condena violência policial e pede intervenção do Presidente
A Juventude Socialista (JS) condenou hoje a "violência policial" contra os manifestantes em Lisboa e no Porto em defesa da habitação e pediu a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.
Em comunicado, a organização de juventude do PS afirma que as imagens da intervenção "são graves e exigem responsabilidades" e considera inaceitável que "se usem bastões e armas contra pessoas que se manifestam por uma casa".
"Exigimos o apuramento dos acontecimentos e das responsabilidades pela atuação policial. E apelamos ao Presidente da República para que intervenha", lê-se no texto da JS enviado à Lusa.
A JS lembra que António José Seguro "tem apelado ao diálogo para resolver a crise da habitação" e agora a organização que liderou nos anos entre 1990 e 1994 pede-lhe que "faça ouvir a sua voz também em defesa de quem se manifesta por esse direito".
A legalidade das intervenções policiais, em Lisboa e no Porto, contra "manifestações pacíficas" levanta "sérias dúvidas", dado que o "direito à manifestação está consagrado na Constituição e o uso da força tem limites", argumentam os jovens socialistas.
"Não basta invocar a ordem pública para justificar bastonadas. A autoridade do Estado não se demonstra pela violência", conclui a JS.
A Juventude Socialista argumenta que as tendas, usadas pelos manifestantes, são "o símbolo de uma geração que não consegue ter uma casa para viver" e critica o silêncio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a falta de medidas da parte do Governo PSD/CDS, que "não consegue garantir o direito à habitação".
A polícia dispersou hoje de madrugada, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação.
De acordo com a PSP, há sete feridos e 31 detidos por desobediência, no entanto, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa aponta para dezenas de feridos.







