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Registados primeiros confrontos nas manifestações em França

Os protestos convocados para hoje em numerosas cidades francesas registaram os primeiros confrontos entre manifestantes e polícias, sobretudo em Lyon, a terceira maior cidade do país, onde se viveu o ambiente mais tenso durante a manhã.

Nas restantes grandes cidades, incluindo a capital, as manifestações decorreram calmamente, dentro dos percursos definidos pelas autoridades e longe dos centros urbanos.

Até às 13h00 locais (11:00 TMG) não se registara qualquer incidente de maior relevância, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, embora, depois dessa hora, tenham surgido os primeiros confrontos em Lyon.

Na cidade do sudeste do país, as forças da ordem recorreram ao lançamento de gás lacrimogéneo para dispersar um ajuntamento de pessoas, essencialmente estudantes, que se encontrava fora do percurso autorizado.

A autarquia assegurou que ordenou a desocupação daquela praça devido à presença de indivíduos encapuzados, o que fazia temer possíveis atos de vandalismo.

Também em Nice, no sudeste do país, as autoridades intervieram para desocupar uma praça, socorrendo-se do uso de canhões de água.

Em Paris, apenas se verificou um princípio de tensão, quando grupos de manifestantes tentaram invadir a circular da capital, mas foram impedidos pela intervenção policial.

Em Orleães, no centro do país, onde a vigilância era particularmente apertada devido à coincidência entre o congresso do partido de extrema-direita União Nacional, de Marine Le Pen, e uma manifestação antifascista, o protesto decorreu sem incidentes.

O segundo sábado consecutivo de manifestações contra o aumento do custo de vida, pelas reivindicações estudantis e dos “coletes amarelos” levou o Governo a reforçar o dispositivo de segurança de forma “significativa”, segundo o ministro do Interior.

Até às 13:00 locais (menos uma hora em Lisboa), as forças de segurança francesas registaram 136 ações contra a ordem pública, contra as 264 registadas à mesma hora no sábado anterior, o que resultou em 135 detenções, informou o ministro do Interior.

Perto de 70 mil agentes estão mobilizados em todo o país para evitar que se repitam as imagens de guerrilha urbana do passado sábado, quando cerca de 3.000 estabelecimentos comerciais foram vandalizados e saqueados.

Outubro 24, 2026 . 18:00

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