
Cerca de 100 pessoas em Viseu solidarizam-se com manifestações pela habitação
Cerca de 100 pessoas juntaram-se ontem à noite em Viseu numa manifestação pelo direito à habitação, porque «o problema é transversal» a todo o país e em solidariedade para com os resistentes de Lisboa e Porto.
A assembleia popular foi organizada pela Plataforma Já Marchavas e, na rua Formosa, uma pedonal que termina no Rossio, juntaram-se pouco mais de 100 pessoas ligadas a diversas associações que fazem parte da plataforma e cidadãos comuns.
«Sou uma cidadã, sem qualquer ligação partidária ou até associativa. Junto-me precisamente em protesto e para reivindicar e lembrar o momento grave que estamos a passar e pela luta dos nossos direitos e o da habitação», disse aos jornalistas Paula Gonçalves.
Esta cidadã viseense, demarcou-se de «qualquer ligação a partidos», mas assumiu o seu «dever, enquanto cidadã», porque «os preços da habitação têm subido substancialmente e Viseu não foge à regra».
«Os preços das habitações sobrem, o custo de vida sobe e o salário das pessoas não e isto é também um problema, porque os salários estão estagnados, o que agrava ainda mais», considerou Paula Gonçalves.
Uma das moderadoras da assembleia era Joana Gomes que apresentou três documentos a votação, todos aprovados por unanimidade, e, um deles era um voto de solidariedade com os manifestantes pelo direito à habitação e de Repúdio à repressão.
O voto destaca «todos os manifestantes» que têm saído á rua no país, mais concretamente no Porto e em Lisboa, e que «têm mantido diariamente a luta pelo direito à habitação», reconhecendo e saudando «a resistência de quem tem permanecido acampado nas ruas, dando o seu tempo, a sua energia e a sua presença a uma luta que é de todos».
«Repudiar qualquer atuação repressiva, desproporcionada ou intimidatória das autoridades contra manifestantes pacíficos, exigindo o respeito pelo direito constitucional à manifestação e à liberdade de expressão», leu.
O mesmo documento exigia «respeito pelo direito à manifestação e à organização popular, sem intimidação, violência ou restrições injustificadas».
Outro dos documentos aprovados, foi no sentido de exigir a «revogação da nova lei do arrendamento; o fim dos despejos abusivos, o fim da compra de imóveis por fundos abutres e combate à especulação imobiliária».
Assim como a exigência de um «aumento significativo do parque habitacional público, a recuperação dos imóveis devolutos para fins habitacionais e a imposição de tetos máximos às rendas».
O terceiro documento aprovado dizia respeito ao apelo à manifestação nacional «Casa para viver» marcada para dia 14 de novembro.







