
APDP alerta que comparticipação da obesidade mantém desigualdades no acesso
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) considerou insuficiente a comparticipação de 15% nos medicamentos para a obesidade, defendendo que a doença não se combate com uma "visão de curto prazo".
A APDP explica que tratar a obesidade implica igualmente "tratar mais de 200 doenças associadas e prevenir complicações futuras", sublinhando o impacto económico da doença.
Segundo a portaria recentemente publicada, a comparticipação aplica-se a utentes integrados num plano hospitalar específico e que sejam acompanhados por endocrinologistas, médicos de medicina interna ou pediatras, devendo estar incluídos numa equipa multidisciplinar que prevê atividade física, intervenção nutricional e psicológica.
O presidente da APDP, José Manuel Boavida, alerta que "limitar o tratamento da obesidade aos hospitais é gerar o caos" ao aumentar a burocracia nos cuidados primários. Para si, a comparticipação de apenas 15% "é muito insuficiente".
"Restringir a comparticipação a quem consegue consulta hospitalar mantém desigualdades e limita a equidade no acesso", refere Carolina Neves, médica da APDP, que critica também o limite de 12 meses para a comparticipação.
Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, manifestou descontentamento pelo acesso restrito aos cuidados hospitalares, afirmando que "é dar uma no cravo e outra na ferradura".







