
Le Pen critica Governo francês e promete fazer cumprir a lei contra tumultos
Em entrevista à estação pública France Info, a primeira desde os atos violentos do último fim de semana, Le Pen enviou mensagens de apoio à polícia e prometeu duplicar o número de magistrados.
"Temos 10 magistrados por cada 100 mil habitantes e precisamos de chegar aos 20. É um esforço orçamental que tem de ser feito, pois dele depende a segurança de todos", afirmou a candidata de extrema-direita, que prometeu firmeza.
Marine Le Pen assegurou que caso chegue ao Palácio do Eliseu, nas eleições presidenciais de 2027, os responsáveis por roubos e atos violentos "vão pagar" pelos atos que cometerem.
"Os pais dos menores vão responder por isso. Quando esta ideia lhes entrar na cabeça, vão pensar duas vezes antes de destruir bens alheios", afirmou.
Após os graves distúrbios e pilhagens registados no fim de semana na capital francesa e outras cidades, foi decretado recolher obrigatório em algumas zonas de Paris.
Pelo menos 2.400 pessoas foram detidas em todo o país durante os incidentes, que incluíram pilhagens de centenas de estabelecimentos comerciais e ataques contra edifícios públicos.
A líder da extrema-direita afirmou que a situação vivida em França é reflexo de "um poder em declínio que não controla a situação" e que "não foi capaz de prever algo que era previsível", por estar "atolado numa negação ideológica" que levou o país ao "caos migratório, orçamental e de segurança".
Quanto às medidas adotadas, Le Pen manifestou dúvidas de que o recolher obrigatório parcial, decretado em algumas cidades, seja suficiente para repor a ordem.
Por outro lado, a candidata de extrema-direita afirmou que recebeu garantias de segurança do Governo para a realização do congresso do partido Rassemblement National, previsto para o fim de semana, em Orleães, centro de França.







