
José Sócrates começa hoje a ser julgado por branqueamento
O antigo primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva começam hoje a ser julgados por branqueamento de capitais, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, datada de 2021.
Em causa está a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas com origem ilícita.
Segundo a acusação do Ministério Público, datada de 2017, o empresário terá sido um dos testas-de-ferro a quem o chefe de Governo entre 2005 e 2011 terá recorrido para ocultar montantes com os quais terá sido corrompido para beneficiar o Grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o empreendimento de luxo de Vale do Lobo.
Os crimes de corrupção estão a ser julgados em Lisboa desde 03 de julho de 2025 no processo principal da Operação Marquês, que conta com 21 arguidos, incluindo José Sócrates e Carlos Santos Silva.
No processo mais pequeno, José Sócrates, de 69 anos, e Carlos Santos Silva, de 67, vão ser julgados por um coletivo de juízes composto por Rúben Vieira, Armandina Silva Lopes e Helena Leitão, que não está em exclusividade no julgamento, informou o Conselho Superior da Magistratura.
O julgamento vai decorrer no Tribunal Central Criminal de Lisboa até pelo menos abril de 2027 e os arguidos têm negado a prática de qualquer crime.
Inicialmente, José Sócrates e Carlos Santos Silva respondiam também por falsificação de documento neste processo, tendo o crime prescrito entretanto.







