
Instituições alertam para efeitos da discriminação com base na idade
A Associação Stop Idadismo, em parceria com as Obras Sociais Viseu, o Centro Social Vale do Homem e o Centro Internacional de Longevidade Brasil, associou-se à American Society on Aging para assinalar o Dia de Consciencialização sobre o Idadismo, que visa chamar a atenção para a existência e os efeitos do idadismo na sociedade.
“A idade não pode fechar portas nem retirar a ninguém o direito de decidir sobre a sua vida. Combater o idadismo exige reconhecer a pessoa para além dos estereótipos, escutar a sua voz e garantir oportunidades para aprender, trabalhar e participar. Esta campanha é um convite a mudar palavras, atitudes e práticas, todos os dias. Queremos uma sociedade onde cada pessoa seja respeitada pelo que é, em todas as idades”, sublinha José Carreira, presidente da Associação Stop Idadismo.
O que é o idadismo
A Organização Mundial da Saúde define o idadismo como os estereótipos em relação a outras pessoas ou a nós próprios, com base na idade. Pode afetar-nos em qualquer fase da vida, sempre que alguém presume as nossas capacidades, interesses ou necessidades apenas pela idade que temos.
O idadismo manifesta-se nos locais de trabalho, nos sistemas de saúde, nas instituições, na publicidade, no entretenimento e nos meios de comunicação social. É uma das formas de preconceito mais difundidas e socialmente aceites, mas pode ser reconhecido e combatido.
Quatro mitos sobre o envelhecimento
Mito 1 — «Se evitar envelhecer, serei mais feliz e saudável»
Realidade — Podemos e devemos mudar a forma como encaramos o envelhecimento. As perceções negativas sobre o próprio envelhecimento estão associadas a menor qualidade de vida e, segundo os dados destacados pela ASA, a diferenças de longevidade que podem atingir 7,5 anos.
Mito 2 — «Envelhecer é igual para todas as pessoas»
Realidade — As experiências de envelhecimento variam amplamente. São influenciadas por fatores que vão da genética às políticas públicas e à cultura. O idadismo pode agravar outras formas de discriminação e desigualdade.
Mito 3 — «As pessoas idosas não aprendem coisas novas e concentram a riqueza»
Realidade — Aprendemos e participamos em todas as idades. As pessoas idosas não constituem um grupo homogéneo: diferem nas condições económicas, nas convicções, nos interesses e nas experiências, como acontece em qualquer outra idade.
Mito 4 — «As diferenças entre gerações são enormes»
Realidade — Estas diferenças são frequentemente exageradas. Podemos ter tanto em comum com pessoas de outras gerações como com pessoas da nossa. Os estereótipos geracionais dificultam a colaboração em questões que afetam todas as idades.







