
Ucrânia: Pelo menos nove pessoas morreram em ataque massivo russo
O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que as equipas de emergência encontraram dois corpos num edifício atingido por um ataque russo no distrito de Darnitski, onde também foram resgatadas duas pessoas com vida.
No entanto, o ataque mais mortífero das últimas horas atingiu a cidade de Pryluky, em Chernihiv (norte), onde pelo menos quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas, incluindo três crianças, declarou o serviço estatal de emergências nas redes sociais.
Outras duas mortes ocorreram em Kremenchuk, na província de Poltava (centro), segundo o governador provincial, Volodymyr Diakivnich, que expressou as condolências aos familiares das vítimas e partilhou fotografias dos danos materiais causados pelos ataques russos.
Serhiy Kuzmenko, presidente da Câmara de Oleksandriia, situada em Kirovohrad (centro), informou que uma pessoa morreu num ataque contra a cidade. O incidente fez ainda três feridos e dois desaparecidos, além de danos numa "instalação industrial”.
A Força Aérea ucraniana detalhou que as tropas russas lançaram, nas últimas horas, 130 drones e vários mísseis balísticos contra o país.
"As principais áreas alvo do ataque são Kiev, Kharkiv, Poltava e Dnipropetrovsk", informaram os militares através das redes sociais.
A Força Aérea destacou que os sistemas de defesa antiaérea abateram 44 mísseis — incluindo 39 de cruzeiro e cinco balísticos — e 117 drones, embora tenha confirmado impactos em 18 pontos do país, bem como a queda de fragmentos resultantes das interceções em outros cinco locais.
O Ministério da Defesa russo reivindicou, nas últimas horas, "um ataque massivo" contra a Ucrânia, afirmando que os alvos incluíam "empresas do complexo militar-industrial ucraniano" em Kiev e noutras províncias, bem como "infraestruturas portuárias e de reparação de navios" em Odessa.
O Ministério russo acrescentou que os seus sistemas de defesa antiaérea destruíram, nas últimas horas, 311 drones ucranianos sobre várias regiões do país, bem como sobre as águas do mar Negro, do mar de Azov e da península da Crimeia — anexada por Moscovo à Ucrânia em 2014.







