
Autores veteranos encabeçam listas de apostas ao Nobel da Literatura
Para o grupo sueco Betsson, num comunicado hoje divulgado, a lista é encabeçada pela recorrente candidata Can Xue, seguida pela canadiana Anne Carson e pelo australiano Gerald Murnane, com o ‘top’ 5 a ser completado pelo argentino César Aira e pela mexicana Cristina Rivera Garza.
Outras listas de probabilidades, como as da muito citada britânica Ladbrokes, consultadas hoje às 15:00 pela Lusa, também tinham Xue no topo, mas empatada (10/1) com Carson, seguindo-se o japonês Haruki Murakami e Murnane, com o norte-americano Thomas Pynchon no mesmo patamar.
A Ladbrokes coloca Lídia Jorge com 20/1, ao nível de Garza, do espanhol Enrique Vila-Matas, da norte-americana nascida em Antígua e Barbuda Jamaica Kincaid, da russa Lyudmilla Ulitskaya e da canadiana Margaret Atwood.
Mais abaixo na lista da Ladbrokes, entre a argentina Maríana Enriquez e o canadiano nascido no Sri Lanka Michael Ondaatje, surge o moçambicano Mia Couto, com probabilidades de 25/1.
Já a brasileira Adélia Prado também consta da lista, com 33/1, as mesmas probabilidades, por exemplo, do israelita David Grossman e do norte-americano Colson Whitehead.
A agência francesa de notícias AFP ouviu vários críticos literários que têm a expectativa de que o galardão vá para uma mulher não-europeia, com uma jornalista sueca a prever que esteja na hora de atribuir o Nobel da Literatura a uma escritora da América Latina hispanofalante, dando o exemplo da argentina Samanta Schweblin.
O Prémio Nobel da Literatura de 2026 vai ser revelado na quinta-feira, depois das 12:00, num anúncio feito a partir de Estocolmo, como habitualmente.
Em 2025, o premiado foi o húngaro Laszlo Krasznahorkai. Desde 2018 que o prémio tem intercalado um homem e uma mulher, tendo sido atribuído, em 2024, à sul-coreana Han Kang.
Atribuído pela primeira vez em 1901, o Prémio Nobel da Literatura pretende distinguir uma pessoa que, "no campo da literatura, tenha produzido a obra mais excecional numa direção ideal".
O Comité do Nobel recebe candidaturas até ao final de janeiro de cada ano, enviadas por instituições ou académicos da área.







