
Rússia assegura que a situação na Sibéria é estável após morte de investigadora
A situação sanitária e epidemiológica na região de Irkutsk e nas cidades de Irkutsk e Shelejov é estável”, assinalou Rospotrebnadzor, a agência nacional de saúde pública russa, citada pela agência de notícias Europa Press.
A investigadora não foi identificada por esta entidade russa, que afirmou ainda estarem em curso medidas, em resposta ao incidente, que aconteceu na sexta-feira no Instituto de Investigação da Peste em Shelekhov.
A agência adiantou ainda que os exames realizados ao corpo da vítima “não detetaram microrganismos associados às suas atividades profissionais”, após ter falecido devido a “uma pneumonia de etiologia desconhecida”, tal como noticiado pela agência de notícias russa Interfax.
A entidade salientou que, devido à profissão da vítima, foram adotadas “medidas epidémicas exaustivas” para fazer face à situação, incluindo “identificar o círculo mais alargado possível de pessoas que estivessem estado em contacto com a doente”.
“Os resultados revelaram dois casos de Covid-19 e dois casos de rinovírus. Não foram detetados outros agentes infecciosos”, acrescentou, sublinhando que “nenhum dos contactos apresentou qualquer alteração de saúde relacionada com uma patologia infecciosa”.
Nas suas redes sociais, o governador de Irkutsk, Igor Kobzev, escreveu que “todos os contactos da doente foram identificados, examinados e estão sob observação médica, com testes laboratoriais diários”, depois de terem sido dados os alarmes na zona devido ao falecimento desta trabalhadora.
Na sexta-feira, o governador da região vizinha da Buriácia, Alexey Tsydenov, afirmou que a mulher tinha morrido “possivelmente de peste pneumónica”.
“Não há surtos de peste na província, incluindo a zona fronteiriça com a Mongólia”, referiu nas suas redes sociais.
As autoridades russas, que não confirmaram oficialmente que a morte tenha sido causada pela peste, colocaram cerca de 200 pessoas sob observação na sequência do incidente, que teria envolvido um acidente no laboratório onde a vítima trabalhava e que teria levado à libertação de agentes patogénicos, uma hipótese que também não foi confirmada por Moscovo.







