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Lula diz que brasileiros escolhem hoje entre democracia e "barbárie"

“O Brasil não irá para a frente com miliciano”, disse, numa alusão ao seu principal oponente, Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou hoje que os eleitores escolhem entre o fortalecimento da democracia e a “barbárie”.

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, de 80 anos, votou hoje às 09:13 (hora de Brasília) em São Bernardo do Campo, o seu berço político, na região metropolitana de São Paulo, na primeira volta do sufrágio que o pode levar à reeleição e ao quarto mandato.

“O povo vai ter de escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o positivismo e o negacionismo, entre o desenvolvimento e o atraso” disse Lula aos jornalistas, depois de votar na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo.

“O Brasil não irá para a frente com miliciano”, disse, numa alusão ao seu principal oponente, Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro

“Estou muito confiante, não só pelo Governo que fizemos, mas pelo trabalho que realizámos durante a campanha", afirmou, acrescentando que espera que os brasileiros com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, compareçam às urnas.

O candidato à reeleição mostrou-se confiante numa vitória nas presidenciais, bem como nas disputas estaduais e para o Senado em São Paulo. Ao seu lado, perto da mesa de voto, estavam Geraldo Alkimin, o seu vice-presidente, Fernando Haddad, candidato ao Governo estadual, e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.

Lula da Silva voltou à Presidência a 01 de janeiro de 2023, depois de ter vencido o pai do seu oponente de hoje, Jair Bolsonaro, regressando à Presidência depois dos dois mandatos, entre 2003 e 2010, e de ter perdido as eleições de 1989, 1994 e 1998.

Lidera ligeiramente as últimas sondagens, mas dentro da margem de erro.

À tarde, o ex-presidente brasileiro segue para um hotel na cidade paulista, onde acompanhará a votação.

Mais cedo, o senador e candidato a presidente do Brasil pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, votou hoje no Rio de Janeiro, e disse esperar que os brasileiros deem "seu voto de protesto" e ponham fim a uma "era do atraso".

Flávio compareceu no local de votação logo nos primeiros minutos da abertura das urnas e esteve acompanhado da mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro. Pousou para as televisões e fotógrafos, e fez o 22 com as mãos, o seu número nas urnas.

"Espero que os brasileiros e brasileiras saiam de casa hoje para poder mudar o Brasil para melhor. Que dê seu voto de protesto contra o governo que está deixando um recorde de mulheres assassinadas, recorde de pessoas endividadas, recorde de impostos altos, recorde de violência por tudo quanto é lado", declarou.

Para além de Lula da Silva e Bolsonaro, disputam as presidenciais brasileiras os candidatos Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D'Ávila, Soraya Tronicke, Eymael, Padre Kelmon, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.

As mesas de voto abriram hoje no Brasil para umas eleições gerais altamente polarizadas entre o Presidente brasileiro, Lula da Silva, e Flávio Bolsonaro, senador e filho mais velho ex-chefe de Estado Jair Bolsonaro.

Todas as assembleias de voto no país abriram às 08:00 de Brasília (12:00 em Lisboa) e encerram às 17:00 (21:00 em Lisboa), mantendo o horário unificado adotado em 2022, apesar dos diferentes fusos horários brasileiros.

Além do Presidente e do vice-presidente, os brasileiros elegem hoje 27 governadores e respetivos vice-governadores, 54 senadores, correspondentes a dois terços do Senado, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.

Os números das eleições são à imagem de um país do tamanho de um continente: além dos 12 candidatos presidenciais, e respetivos 'vices', concorrem ainda 201 a governador, 318 ao Senado, 7.803 a deputado federal, 11.295 a deputado estadual e 433 a deputado distrital, nos 26 estados e no Distrito Federal.

Caso nenhum dos candidatos presidenciais obtenha mais de 50% dos votos válidos, os dois mais votados voltam a enfrentar-se numa segunda volta em 25 de outubro.

Outubro 4, 2026 . 14:15

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