Última Hora
Pub

Liga Nações: Público mantém-se ao lado da seleção na ausência de Ronaldo

O público vai manifestar-se a favor da seleção portuguesa de futebol na receção à Noruega, no domingo, na Liga das Nações, antecipa o antigo guarda-redes internacional Beto Pimparel, apesar da ausência do capitão Cristiano Ronaldo, que deixou o estágio.

“A seleção vai ter o apoio de todos os portugueses como sempre teve. Por mais opiniões que se dividam, a seleção tem de agregar e unir. Não espero outra coisa no Dragão. Prevejo muito apoio”, disse à agência Lusa o antigo guarda-redes, de 44 anos e com 16 internacionalizações, de 2009 a 2018.

Portugal, detentor do troféu, pode aceder no domingo aos quartos de final da Liga das Nações, caso pontue na receção à Noruega, num encontro da quarta e antepenúltima jornada do Grupo A4 da primeira fase, com início às 19:45, no Estádio do Dragão, e sob arbitragem do italiano Maurizio Mariani.

De fora das opções do selecionador Jorge Jesus está o avançado e capitão Cristiano Ronaldo, de 41 anos, que deixou na quarta-feira o estágio da equipa lusa por decisão própria, na véspera da vitória na Dinamarca (4-2).

“Deus é Deus e não agradou a toda a gente. Esta situação dividiu um bocadinho as opiniões, mas o fundamental é que não afetou o grupo de trabalho, que deu uma grande resposta em Copenhaga. Acredito que o ‘míster’ e a equipa blindaram completamente o balneário, criando um foco no que era necessário, que era o jogo e a missão de cada um”, enalteceu.

Beto espera a mesma postura de Portugal no primeiro embate em território nacional desde a saída de Ronaldo, que, nas redes sociais, garantiu que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões” que o levaram a abandonar a comitiva, após ter conversado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, já depois do anúncio de Jorge Jesus de que o capitão não seria titular na Dinamarca.

“Se é irreversível? Não vou especular nada nem me pronunciar, pois não tenho elementos que me façam posicionar. Posso comentar que é uma reação intempestiva e que, por mais razões que alguém tenha, pode levar a perdê-las. Não conheço as razões. Sei que a seleção é um espaço de eleição, que se deve respeitar e que dá visibilidade, e os jogadores têm de retribuir com essa responsabilidade. O Cristiano sempre o fez”, defendeu.

A FPF confirmou, sem adiantar explicações, a saída de Ronaldo, que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações - a última na vitória sobre o País de Gales (1-0), em 24 de setembro, em Lisboa, na estreia na Liga das Nações e sob orientação de Jesus - e 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.

“Ele sempre respeitou a seleção, elevou o nome do país além-fronteiras e tem uma dimensão estratosférica. É precisa alguma gestão neste tema bastante complexo. Normalmente, a não ser uma situação familiar ou de saúde, poucas coisas justificam uma saída de um estágio. Agora, não tenho comigo elementos suficientes para justificá-la. Não é uma atitude de todo normal, muito menos do capitão, mas não sei os porquês”, reiterou Beto.

Vencedor da Liga das Nações em 2019, o ex-internacional lembra que o trajeto de Cristiano Ronaldo é “muito maior do que uma ação irrefletida ou ponderada, justificada ou não justificada”, por mais impacto que acarrete.

“A carreira do Cristiano não é um castelo de areia. Não se vai tirar dali um grão de areia e o castelo cairá. Acho que não devemos cometer esse erro de conotar a carreira com uma atitude mais ou menos feliz dele, porque não se resume a isto. É uma carreira de mais de 20 anos ao serviço da seleção, na qual elevou o nome de Portugal e exportou a portugalidade para todos os cantos do mundo. Nunca nos podemos esquecer disso”, avaliou.

Assumindo-se “bastante amigo e fã das características futebolísticas e do caráter competitivo, ganhador e disciplinador” do médio Bruno Fernandes, com quem coincidiu na seleção e que capitaneou os lusos na Dinamarca, Beto admite que há várias “boas opções” para desempenhar essa função.

“A braçadeira é um símbolo institucional dentro do campo, mas, depois, podem existir na mesma equipa outros jogadores com perfil de liderança, boa comunicação e que sejam positivos e motivadores. Se conseguir agregar e ser um bom líder através de um exemplo de liderança positiva, acredito que a braçadeira estará bem entregue ao Bruno Fernandes”, terminou.

Outubro 3, 2026 . 11:30

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right