
Seguro pede que Europa se abra ao diálogo e tenha “voz própria” em mundo incerto
Num discurso no Conselho da Europa, em Estrasburgo, António José Seguro defendeu que é prioritário “construir uma Europa aberta ao mundo”, dando o exemplo de Portugal, que “nunca foi um país fechado sobre si próprio” e cuja história, geografia e “vocação atlântica” o ensinaram “a olhar para além das fronteiras europeias”.
“A Europa não deve ser uma fortaleza. Deve ser um espaço de liberdade, de diálogo e de cooperação, aberto ao mundo, mas sempre fiel aos seus princípios”, defendeu.
O Presidente da República considerou que, “num tempo de tensões geopolíticas, de desinformação e de crescente fragmentação”, é necessário “mais diálogo, não menos diálogo, mais cooperação e não isolamento”.
“Uma Europa forte não é a Europa que se fecha. É uma Europa que sabe o que defende, que tem voz própria e que é capaz de dialogar com todos. O mundo precisa de voltar a ouvir a voz firme da Europa”, sustentou.
Insistindo que “os grandes desafios” atuais “não se resolvem isoladamente”, António José Seguro considerou que “a paz, a segurança, as alterações climáticas, as migrações, a transformação tecnológica e a defesa dos direitos humanos exigem cooperação internacional”.
“Uma Europa que dialoga com o mundo é uma Europa que reforça a sua capacidade de contribuir para a paz”, afirmou.







