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Autarquia de Viseu promete prioridade para projetos nas áreas da saúde e habitação

Executivo apresentou na Assembleia Municipal os números do Plano de Recuperação e Resiliência no concelho

O executivo viseense apresentou na Assembleia Municipal os números do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no concelho. Tal como já tinha noticiado o nosso jornal, o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, lamentou a taxa de execução baixa, no entanto, deixou a promessa aos deputados municipais de encontrar soluções para financiar os projetos que não avançaram, nomeadamente, nas áreas da saúde e habitação.
A vereadora Marta Rodrigues, que realizou uma apresentação dos dados disponíveis até ao final de agosto, referiu que, relativamente ao PRR, renegociar com o Governo o financiamento das unidades de saúde e assegurar financiamento alternativo para reabilitar 66 imóveis, adquiridos pelo anterior executivo e assim criar habitação para mais de 60 famílias viseenses, são as duas prioridades.
Quanto à habitação, a autarca referiu que a solução poderá passar pelo regime alargado do 1.º Direito, que comparticipa em 100% operações concluídas até ao passado mês de junho e em 60% as restantes, com prazo até dezembro de 2030.
Relativamente à saúde, o objetivo é encontrar verbas para concretizar a requalificação do Centro de Saúde III, em Jugueiros, e a construção dos edifícios que irão albergar as Unidades de Saúde Familiar Infante D. Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade, além da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, da Unidade de Cuidados na Comunidade, da Saúde Pública e do atendimento a migrantes.
“Tomara eu que os projetos do PRR tivessem tido uma taxa de execução mais elevada”, garantiu o presidente da autarquia viseense aos deputados. “Tivemos a obrigação de acelerar e salvamos a residência para estudantes”, lembrou, acontecendo o mesmo com as obras em cinco extensões de saúde.
Segundo a avaliação feita pela autarquia ao PRR, ficaram de fora 38,23 milhões de euros, ou seja, 53,9% do valor submetido. A esses somam-se 11,59 milhões de euros que foram aprovados, tinham financiamento assegurado e não foram executados dentro do prazo.
A saúde era o maior compromisso do município no PRR, com 10 intervenções candidatadas, num investimento total de 24,73 milhões de euros. A peça central era o novo edifício na avenida da Europa. O concurso da empreitada principal foi lançado em agosto de 2025, para uma obra com prazo de execução de 870 dias. “Para que uma obra de 870 dias estivesse concluída até 31 de agosto de 2026, a consignação teria de ter ocorrido, o mais tardar, em abril de 2024”, lembrou Marta Rodrigues, sublinhando que, “mesmo que a obra tivesse arrancado no dia seguinte ao lançamento do concurso, terminaria em dezembro de 2027, quinze meses depois do prazo do PRR”.

Setembro 30, 2026 . 19:00

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