
Portugal faz frente à ‘fúria viking’ e vence em Oslo
Portugal, com golos de João Félix, outra vez, e Gonçalo Ramos, resistiu hoje à ‘fúria viking’ e venceu em Oslo a Noruega (2-1), um triunfo moralizador que confirmou o favoritismo no Grupo A4 da Liga das Nações de futebol.
No Estádio Ullevaal, João Félix, que já tinha marcado frente ao País de Gales, abriu a contagem aos 17 minutos, com Gonçalo a fazer o segundo, aos 54, num erro monumental do guarda-redes norueguês, já depois de Haaland ter refeito o empate, aos 51.
Esta vitória, no segundo jogo de Jorge Jesus, deixa a seleção portuguesa como líder do agrupamento, com seis pontos, mais três do que Noruega e Dinamarca, próximo adversário, mas sobretudo funciona como uma ‘bomba’ de confiança para a equipa das ‘quinas’.
Frente uma das melhores seleções do último Campeonato do Mundo e uma das melhores seleções europeias da atualidade, Portugal conseguiu vencer naquele que prometia ser o jogo mais difícil fora de portas nesta Liga das Nações, num campo em que a Noruega já não perdia em jogos oficiais há três anos.
A formação de Jorge Jesus teve vida complicada no arranque da partida, mas soube ‘sobreviver’, soube sofrer e acabou por assinar um exibição personalizada, adulta e organizada, com a dupla de centrais Renato Veiga-Rúben Dias a demonstrar mais uma vez que está para durar.
Adiado ficou o primeiro duelo de sempre Haaland-Cristiano Ronaldo, já que o capitão da seleção portuguesa acabou por não sair do banco de suplentes, já depois de ter dado lugar no ‘onze’ a Gonçalo Ramos.
Jesus mudou mesmo quatro na equipa inicial, tirando também Bruno Fernandes, lesionado, Rúben Neves e Vitinha, dando a titularidade de João Neves, João Palhinha e Francisco Conceição, que foi mesmo a surpresa.
A pressão alta e agressiva da Noruega na fase inicial causou muitas dificuldades a Portugal, que praticamente não conseguiu sair do seu meio campo nessa fase.
A ‘fúria viking’ teve quase a ter frutos quando Haaland, solto na área, obrigou Diogo Costa à primeira defesa da noite, naquele que foi o jogo 50 do dono da baliza da seleção nacional.
Completamente contra a corrente do jogo, num lance muito parecido com o País de Gales, Pedro Neto achou João Félix solto à entrada da área e o avançado atirou com frieza para golo de Portugal.
Em vantagem, a seleção nacional ganhou confiança, passou a ter mais bola, perante uma Noruega que sentiu e muito o golo sofrido.
Contudo, Diogo Costa esteve perto de borrar a pintura, deixando a bola solta, após um cruzamento, para Haaland marcar, mas Rúben Dias impediu os festejos do avançado do Manchester City.
A Noruega cresceu outra vez, mas desta vez a seleção nacional soube lidar bem melhor com nova ameaça, embora Haaland tenha voltado a incomodar Diogo Costa por mais duas vezes até ao intervalo.
No arranque da segunda parte, o guardião do FC Porto estava claramente a ganhar o duelo ao gigante norueguês, mas acabou por ficar mal visto no lance que acabou com Haaland a fazer o 1-1.
Costa defendeu para a frente um livre de Martin Odegaard e Berg assistiu de cabeça Haaland para o avançado encostar para as redes desertas.
Portugal entrou mal na segunda parte, mas recebeu uma prenda de natal antecipada do guarda-redes da Noruega que, apenas três minutos depois do 1-1 e quando se esperava nova invasão viking, acabou por assistir Gonçalo Ramos.
À entrada da área, Nyland meteu a bola nos pés do avançado português e o jogador do AC Milan, com um chapéu perfeito, voltou a dar vantagem à seleção nacional.
Mas Nyland não ficou por ai. Já depois de ter visto a bola bater no poste, num remate de Rafael Leão, acabado de entrar e também a festejar 50 internacionalizações, o guarda-redes tentou fintar sem sucesso outra vez Gonçalo Ramos e o avançado voltou a marcar.
Contudo, o VAR apanhou um fora de jogo milímetro do jogador luso e guardião nórdico respirou de alivio.
Como seria de esperar, Portugal recuou as suas linhas, deu mais controlo de bola à Noruega, mas até final mostrou-se sempre coeso e organizado dentro da sua estrutura, com Renato Veiga e Rúben Dias a ‘secarem’ completamente Haaland, que não mais conseguiu incomodar Diogo Costa.
Jesus acabou mesmo o jogo sem ponta de lança, com Trincão a render Gonçalo Ramos, mas a seleção nacional aguentou sem grande dificuldade a vantagem até final.







