
Acusar Israel de genocídio é a maior mentira do século, diz Netanyahu
“Aos que espalham mentiras (…), tenham vergonha por distorcerem os factos, por inverterem vítima e agressor, por cuspirem na verdade”, afirmou o líder israelita, durante o seu discurso durante o debate geral na 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Netanyahu elencou “inúmeros passos” das autoridades israelitas “para proteger a população civil”, como autorizar a entrada de duas toneladas de comida na Faixa de Gaza ou a distribuição de vacinas para questionar: “que regime genocida faz isto?”.
“Enquanto o Hamas usou civis como escudos”, sustentou, “Israel fez todo o possível para os retirar do perigo, com mensagens escritas, panfletos [lançados sobre o enclave] e telefonemas para abandonarem zonas de combate”.
Israel, salientou, "fez mais para prevenir a morte de civis na guerra que qualquer outro exército na história”.
“Isto é genocídio? Claro que não, é o oposto de genocídio”, insistiu.
O primeiro-ministro israelita, sobre quem pende um mandado de detenção emitido em 2024 pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos em Gaza, foi o 17º orador da sessão de hoje da 81ª Assembleia Geral da ONU, imediatamente antes do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
À semelhança do que aconteceu na assembleia geral do ano passado, dezenas de delegações abandonaram o plenário quando o líder israelita subiu à tribuna, de onde desafiou: “Se ainda houver cobardes morais que não abandonaram o salão, por favor façam-no agora”.
O ataque do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel, em 07 de outubro de 2023, provocou 1.221 mortos, segundo dados oficiais israelitas, e levou à captura de cerca de 250 reféns, transportados para a Faixa de Gaza.
A ofensiva israelita desencadeada em resposta provocou a deslocação de quase toda a população do território palestiniano, danificou ou destruiu a maioria dos edifícios e causou mais de 73.900 mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo Hamas, cujos dados são considerados fiáveis pelas Nações Unidas.







