
SNS regista redução nos dias de encerramento de urgências hospitalares até agosto
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou até agosto o menor número de dias de encerramento de urgências hospitalares dos últimos três anos, anunciou hoje a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
"Foram 278 dias de encerramento no total, contra 848 em 2025 e 1.412 em 2024", o que representa uma redução de 67% face a 2025 e 80% face a 2024. Estes números refletem o trabalho dos profissionais de saúde, segundo a ministra.
No setor da Obstetrícia, Ana Paula Martins apontou para uma melhoria significativa, com a diminuição dos dias de encerramento de 1.040 em 2024 para 691 em 2025 e para 255 até agosto de 2026. “Não foi por acaso”, referiu, atribuindo estes resultados a “uma forma diferente de enfrentar o problema”.
A governante explicou que estes avanços resultam de um conjunto de medidas delineadas com planeamento rigoroso, regras claras, melhor organização dos recursos e articulação entre o Ministério da Saúde, a Direção Executiva do SNS, os hospitais e os profissionais.
Apesar dos progressos, Ana Paula Martins advertiu que “não confundimos um resultado positivo com o fim dos problemas”, destacando a persistente falta de profissionais em áreas como obstetrícia e anestesiologia, bem como a elevada pressão sobre as equipas.
Por essa razão, sublinhou a necessidade de “entrar em contingência para CODU, de forma concertada trabalhando como rede”. “Uma urgência segura para o doente tem de ser também uma urgência segura para o profissional”, declarou.
A ministra rejeitou a organização das urgências com base na dispersão de recursos insuficientes e destacou que esta aprendizagem será aplicada à restante Rede Nacional de Urgência e Emergência.
Em junho, o Governo criou um grupo de trabalho para atualizar esta rede com a missão de identificar os locais mais adequados para cada resposta, rever circuitos de referenciação e propor modelos de urgências centralizadas, sempre que a concentração de recursos seja necessária para garantir respostas mais diferenciadas e atempadas.
A ministra salientou ainda que o professor António Marques lidera este grupo de trabalho, realçando que é um “conhecedor profundo do sistema de emergência e urgência em Portugal”.






