
Luís Montenegro diz que não será o "pai da austeridade"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que não vai ser “o pai da austeridade”, mas sublinhou que o Governo não alinhará em medidas facilitistas e voluntaristas que tornariam o dinheiro mais caro para Portugal.
“Se nós desequilibrarmos as contas, se nós formos demasiado voluntaristas e facilitistas, o dinheiro vai ficar mais caro. E se o dinheiro ficar mais caro, é preciso pagá-lo, é preciso pagar o preço do dinheiro também. É uma equação que é sempre complexa, é sempre difícil, mas, como tive ocasião de dizer na quinta-feira aos portugueses, e vou aqui repetir, nós não trocamos esta política por nenhuma outra”, referiu Montenegro, em declarações aos jornalistas em Esposende, no final de uma homenagem aos antigos ministros Couto dos Santos e Oliveira Martins.
O primeiro-ministro disse que Portugal tem “uma situação económica e financeira que, no global de todos os indicadores, é mais favorável”, e vincou que não troca isso por nada.
“Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria, no futuro, sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas de austeridade. E há uma coisa que eu prometo aos portugueses: eu não vou ser o pai da austeridade, não vou mesmo”, apontou.







