
Festival de Jazz ao Centro de Coimbra aposta na aproximação às escolas
A 24.ª edição do festival de Jazz ao Centro de Coimbra, que decorre de 01 a 10 de outubro, aposta na aproximação às escolas, comunidades e diferentes municípios da região, ampliando a presença no território.
“A educação é a aposta fundamental dentro do Festival Jazz ao Centro deste ano”, afirmou hoje o presidente da Associação Jazz ao Centro Clube (JACC).
Na apresentação do evento, José Miguel Pereira justificou a aposta com a “importância que as artes, as culturas e os patrimónios podem ter no contexto educativo para transformar a vida” das crianças e jovens.
Entre os parceiros da 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra estão o Agrupamento de Escolas Coimbra Centro, as repúblicas do Baco e das Marias do Loureiro e o Cria'ctividade, "uma iniciativa de receção aos novos alunos que é alternativa à praxe".
“Na situação em que ambas as casas estão [em risco por ameaça de despejo] hoje em dia, pareceu-nos muito relevante dar voz a uma parte importantíssima do património vivo da nossa cidade”, explicou.
O festival projeta-se para a região, com os concelhos de Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Lousã, no distrito de Coimbra, e de Mortágua, no distrito de Viseu, a receberem, entre 14 de outubro e 18 de novembro, a criação “Às Voltas no Loop”, do Serviço Educativo e de Mediação do JACC, dirigido a jovens do ensino secundário.
“Coimbra não é só uma cidade, é uma região”, salientou José Miguel Pereira, considerando que essa circulação “significa contagiar”, sem retirar centralidade a Coimbra, esperando poder alargar estas iniciativas “nos próximos anos a outros municípios” da região.
O festival arranca dia 01 de outubro, Dia Mundial da Música, com a inauguração da exposição “As mulheres no Jazz em Portugal”, de Márcia Lessa, no número 1 do Largo do Poço, que reúne 13 retratos de mulheres que escolheram o jazz como forma de expressão musical.
No mesmo dia, a Escola Secundária Jaime Cortesão abre-se à comunidade educativa para um concerto de Miguel Calhaz, sendo que a escola que irá também receber oficinas dirigidas a escolas do Agrupamento de Escolas Coimbra Centro.
No dia 02, o Largo de São Salvador recebe o concerto de Hypomaniac Trio, com a saxofonista Camila Nebbia (Argentina), o contrabaixista Gonçalo Almeida (Portugal) e o percussionista Sylvain Darrifourcq (França), organizado com as duas repúblicas, seguido do concerto da NuDe Orquestra, liderada por Luísa Gonçalves, no Salão Brazil.
Entre as propostas estão ainda os concertos do grupo holandês Boy Ahki, dos Ensemble of Other Living Beings, e “Embryo”, de Luís Figueiredo.
No dia 09, o público é convidado a fazer um percurso entre o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e o Atelier Semente, no Seminário Maior, para apresentações de formações extraídas do OMNIAE Large Ensemble, dirigido por Pedro Melo Alves, que se apresentará também no Teatro Académico Gil Vicente, no dia seguinte.
Carlos Bica, acompanhado de Frank Möbus, na guitarra, e Jim Black, na bateria, irá encerrar o festival com o concerto “Carlos Bica Azul”, no Salão Brazil.
A vereadora da cultura da Câmara de Coimbra, Margarida Mendes da Silva, assinalou que a autarquia tem tido, nos últimos 24 anos, para com o festival “um compromisso de apoio e de reconhecimento”, salientando o reforço das dimensões da criação artística.
“Este festival reforça várias dimensões que o Jazz ao Centro tem vindo a desenvolver que é a dimensão pública e social da criação artística, numa relação de proximidade e de diálogo com as escolas, com as comunidades e também alargando territorialmente a sua base de ação a outros municípios da nossa da região”, afirmou.
Os bilhetes custam entre cinco e 14 euros, havendo ainda espetáculos gratuitos.








