
Pelo menos quatro pessoas morreram na Rússia em ataques com drones ucranianos
Pelo menos quatro pessoas morreram na Rússia, incluindo uma criança, na sequência de ataques ucranianos com drones, tendo as forças de Moscovo abatido 596 aparelhos aéreos ucranianos durante a última noite em 10 regiões e na Península da Crimeia anexada.
Os ataques ucranianos atingiram sobretudo a cidade portuária russa de Novorossiysk, no Mar Negro; a região de Krasnodar, no sul da Rússia, onde "quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram" e outras 29 ficaram feridas, disse o governador regional, Veniamin Kondratyev.
Nos últimos meses intensificaram-se os ataques ucranianos de longo alcance, visando instalações energéticas, logísticas e portuárias, bem como navios no Mar Negro.
Paralisados há muito tempo, os esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito foram retomados no passado fim de semana, com uma visita dos emissários de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Moscovo e a Kiev.
Após as visitas, decorreu na terça-feira um novo contacto telefónico entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, que discutiram o conflito na Ucrânia com "extrema franqueza", segundo a diplomacia de Moscovo.
O Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou na terça-feira que os negociadores russos, ucranianos e norte-americanos podem vir a reunir-se em breve para discutir uma solução pacífica.
No entanto, a Rússia mostrou-se mais reticente, avaliando na segunda-feira que era "demasiado cedo" para falar concretamente sobre um eventual encontro.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.








