Última Hora
Dv Dao Portas Abertas 20260904
Pub Dv Ficton 20260907
Pub

Chega pede audição urgente do diretor nacional da PJ

Ventura afirmou que o seu partido quer ouvir o responsável pela PJ "para apurar que informações transmitiu à ministra da Justiça

O Chega vai solicitar a audição parlamentar urgente do diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, para discutir as informações relativas à destruição de químicos apreendidos na operação Pacoba, ocorrida quando Luís Neves liderava a instituição.

André Ventura afirmou que o seu partido quer ouvir o responsável pela PJ "para que possa dizer em viva voz" que informações transmitiu à ministra da Justiça sobre o caso.

O pedido surge após a ministra da Justiça ter declarado no Parlamento que "ninguém mentiu" sobre o valor pedido para a destruição dos químicos apreendidos, após existirem informações contraditórias entre a sua tutela e o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Rita Alarcão Júdice revelou que pediu esclarecimentos adicionais diretamente ao diretor nacional da PJ, solicitando-lhe "para assumir pessoalmente a responsabilidade de apurar ponto por ponto o que está a passar e qual é a informação que tem que ser dada".

André Ventura acusou a ministra da Justiça de ter mentido ao Parlamento nas respostas sobre o tema, "embora tenha dito que mentiu não por consciência mas porque a PJ a enganou".

"Alguma coisa aqui não está bem. Ou a Polícia Judiciária está a ocultar informação à ministra da Justiça, à tutela e ao Parlamento, ou a ministra da Justiça está a mentir para tentar encobrir o seu colega da Administração Interna. Os dois cenários são particularmente graves", criticou.

O líder do Chega afirmou manter todas as hipóteses em aberto, mas tem "todas as condições para suspeitar" que foi a ministra da Justiça que mentiu para "encobrir" Luís Neves, e não a PJ a mentir à ministra.

André Ventura apelou ao diretor nacional para prestar estes esclarecimentos, considerando que "é do interesse da polícia" que tal aconteça, e defendeu que "é tempo de os responsáveis políticos não estarem sempre a atirar para cima da polícia as responsabilidades que eles próprios têm".

O presidente do Chega acrescentou que o Governo "pode fazer os anúncios que entender" — numa referência a medidas anunciadas no debate da moção de censura — mas a polémica em torno de Luís Neves "não desaparece" por estar em causa "uma questão de transparência e integridade".

Questionado sobre a possibilidade de um erro de comunicação entre instituições, Ventura considerou "muito difícil" que tal tenha acontecido, insistindo na sua tese.

Sobre a hipótese de uma audição à porta fechada, devido à sensibilidade do tema, o líder do Chega rejeitou, defendendo que é do interesse da PJ e da comunicação social que as declarações sejam públicas.

André Ventura voltou a considerar que "era positivo" ouvir o Presidente da República, António José Seguro, sobre o tema, argumentando que está a gerar "desconforto nas instituições".

Rita Alarcão Júdice sublinhou aos deputados que "não houve qualquer mentira" em relação aos 144 mil euros pedidos para a destruição dos químicos pela PJ.

O Ministério da Justiça está "a apurar com maior detalhe o que é que se está a passar" e aguarda a confirmação de que todos os materiais indicados no orçamento para destruição correspondem apenas aos apreendidos na operação Pacoba.

Atualmente, a informação disponível indica que os materiais serão apenas da operação Pacoba, "com uma nuance: é muito mais material do que o material que estava na galera, como é natural". "E daí, provavelmente, tenha estado a origem da informação errada que recebi da parte da Polícia Judiciária", justificou a ministra na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Setembro 9, 2026 . 20:30

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right