
Vindouro: a feira que casa de forma perfeita o vinho, a tradição e a história
“Um ambiente incrível! Havia gente por todo o lado, um enorme movimento, pessoas a conversar e a conviver, crianças animadas e toda aquela alegria que dá verdadeiro sentido a uma festa que não se faz apenas com os artistas ou com meia dúzia de pessoas em destaque. A festa faz-se com o povo, com a sua presença, alegria, consumo, convívio e participação. Porque uma festa sem o povo não é verdadeiramente uma festa. É o povo que dá vida, alma e ambiente à Vindouro”. As palvras são de uma jovem - a Ana Rafa - que na página do facebook do município de São João da Pesqueira deixou uma vivência da Vindouro que vai para além das inaugurações, das selfies ou dos aplausos.
E foi neste ambiente que aconteceu mais uma edição da Vindouro. Três dias de celebração da região vinhateira com recriações históricas do século XVIII, aliando vinhos de excelência, showcookings, conversas sobre o vinho e muita música.
Inaugurada pelo presidente da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira, Manuel Cordeiro, e pelo ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que mais tarde receberam o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a Vindouro – Wine & History | Festa Pombalina 2026, voltou a ser o palco de excelência na promoção do que de melhor se faz no coração do Douro.
E não falamos só de vinhos, mas sim de história, tradição, cultura, sabores e saberes que as gentes do concelho continuam a preservar e a defender perante as mais diversas dificuldades.
“Mais do que um festival dedicado ao vinho, a Vindouro constitui uma montra da excelência vitivinícola, histórica, gastronómica e patrimonial do Douro, promovendo São João da Pesqueira e contribuindo para afirmar o território enquanto destino turístico de referência”, como reconhece a autarquia.
E foi a pensar nessa promoção que o certame integrou este ano uma área dedicada aos espumantes da região, “reforçando a diversidade e a qualidade da oferta vitivinícola duriense”. Uma região onde os viticultores se debate com um conjunto de problemas para os quais continuam a faltar respostas.
O anúncio de 12 milhões de euros, pelo ministro da Agricultura que “tem em conta as especificidades do Douro, onde o custo do quilo da uva é muito maior", é uma medida bem recebida pelos produtores, mas “não é suficiente”. Um descontentamento que fizeram sentir aos governantes durante a cerimónia de inauguração.
Música e identidade
Se o cartaz musical que levou até à vila duriense nomes como Rui Veloso, Carolina Deslandes e Richie Campbell encheu o recinto de públicos de todas as idades, o salão de vinhos, na Praça do Marquês, afirmou-se como o ponto de encontro para quem quis descobrir, provar e conhecer melhor os vinhos do Douro.
Ali, cerca de uma centena de produtores de vinhos DOC Douro e Porto “apresentaram os seus vinhos, entre grandes clássicos e novas propostas, numa experiência dedicada aos sabores e à identidade da região duriense”.
E é de identidade que se fala quando a história ganha vida pelas ruas da vila, através das recriações que transportam os visitantes para o século XVIII e para a época do Marquês de Pombal.
Uma festa de celebração onde personagens, trajes, encenações e animação, recriam o ambiente de outros tempos, proporcionando aos visitantes uma experiência única e diferente. |








