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Sindicato admite manter a greve após ter recebido contraproposta do INEM

Dirigente sindical adiantou que o sindicato já deu nota à ministra da Saúde desta situação e estão neste momento a tentar encontrar uma data para voltar a reunir, ainda esta semana, no Ministério da Saúde

O Sindicato dos Trabalhadores de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) considerou hoje que a contraproposta apresentada pelo INEM se afasta das reivindicações dos trabalhadores e admitiu manter a greve da próxima semana caso o Governo não reforce as medidas apresentadas nas negociações.

“Recebemos ontem [segunda-feira] a contraproposta por parte do senhor Presidente do INEM [Luís Cabral] e ficámos um pouco desiludidos, uma vez que, além de se afastar das nossas reivindicações, fica mesmo aquém das aproximações que fizemos na reunião que tivemos no Ministério da Saúde”, no passado dia 26 de agosto, disse à agência Lusa o presidente do STEPH, Rui Lázaro.

O dirigente sindical adiantou que o sindicato já deu nota à ministra da Saúde desta situação e estão neste momento a tentar encontrar uma data para voltar a reunir, ainda esta semana, no Ministério da Saúde, “numa tentativa de encontrar um entendimento que nos permita cancelar a greve”.

Questionado sobre a existência de condições para suspender a paralisação marcada para os dias 14 e 28 de setembro, Rui Lázaro afirmou que, com o que está em cima da mesa, não há condições para isso. A notícia de que a greve se poderá manter foi avançada hoje pelo jornal Público.

“Esta nossa greve no caderno reivindicativo é bastante clara. Pretendemos que a atual resposta do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] seja mantida e que saia ainda reforçada. Caso isso não seja garantido por parte do Governo, a greve prosseguirá”, vincou.

Uma das principais reivindicações do STEPH está relacionada com 56 ambulâncias que o INEM pretende retirar dos cuidados diretos aos cidadãos, passando-as a afetar a transferências inter-hospitalares.

Segundo o presidente do sindicato, esta reivindicação estaria já satisfeita na reunião realizada no Ministério da Saúde, no dia 26 de agosto, inclusive na sequência de uma sugestão da ministra da Saúde.

O sindicato disse, no entanto, ter sido surpreendido pela posição constante da contraproposta do INEM. De acordo com o dirigente sindical, o documento prevê que as 56 ambulâncias continuem afetas aos cuidados diretos aos cidadãos e sejam também utilizadas em transferências inter-hospitalares.

“Qual o nosso espanto quando, na contraproposta do INEM, volta a referir que, para além dos cuidados diretos aos cidadãos, estas ambulâncias ficam também afetas às transferências hospitalares e não apenas de forma pontual, como acontece já hoje, e era isso que tinha ficado acordado à mesa das negociações”, afirmou.

Em 13 de agosto, o STEPH anunciou dois dias de greve dos técnicos do INEM, a maior classe profissional do instituto, contra medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo, num processo que levou ao extremar de posições entre as duas partes nas últimas semanas.

Em concreto, o sindicato pretende que o INEM desista de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargue a rede de ambulâncias de emergência até final de 2027, entre outras reivindicações.

 O STEPH considera que a reorganização de meios representa uma diminuição da capacidade de socorro, comprometendo a prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, uma redução que o INEM tem desmentido por várias vezes, contrapondo com o reforço da resposta que será dada à população.

Setembro 8, 2026 . 12:30

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