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Autoridades líbias anunciam detenção de cinco pessoas por ataques a Zawiya e Tripoli

O Governo acusou a existência de uma "vasta conspiração contra os recursos do povo líbio"

As autoridades líbias anunciaram a detenção de cinco pessoas acusadas de estarem envolvidas em ataques com drones que, em agosto, provocaram incêndios na refinaria de Zawiya, no região oeste, a segunda maior do país.

"Uma operação de segurança e dos serviços de informação do Ministério da Defesa levou à detenção de cinco pessoas - líbias e estrangeiras -, envolvidas em ataques com drones contra tanques de armazenamento de petróleo em Tripoli e Zawiya, e contra a central elétrica de Zawiya", afirmou o governo em comunicado, citado pela Agência France Presse, sem adiantar pormenores sobre os indivíduos.

O Governo acusou a existência de uma "vasta conspiração contra os recursos do povo líbio", acrescentando que a operação frustrou "planos que seriam executados contra uma central elétrica a sul de Tripoli e outros locais sensíveis, assim como contra autoridades políticas, de segurança e militares".

O comunicado acrescenta que os ataques não foram "incidentes isolados ou atos aleatórios, mas sim um vasto plano de sabotagem".

Vários incêndios deflagraram na refinaria de Zawiya, em 11 de agosto, após o ataque com drones. Outros ataques ocorreram nos dias seguintes.

Em 18 de agosto, a chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL), Hanna Serwaa Tetteh, alertou o Conselho de Segurança das Nações Unidas para a precariedade das condições na região oeste da Líbia, defendendo que o processo político no país precisa de avançar.

No seu relatório, Hanna Serwaa Tetteh deu como exemplo os ataques com drones contra a refinaria de Zawiya, ocorridos dias antes, considerando-os um desenvolvimento "emergente e preocupante" da situação.

“Esses eventos também ressaltam a necessidade urgente de desenvolver instituições de segurança profissionais, neutras e unificadas, capazes de exercer autoridade efetiva sob o império da lei”, insistiu a representante da ONU.

Com as maiores reservas de petróleo de África, a Líbia mergulhou no caos após a queda e morte do seu líder Muammar Kadhafi, em 2011.

Atravessada por divisões internas, a Líbia é governada por duas administrações rivais: uma em Tripoli (oeste), reconhecida pela ONU e liderada por Abdelhamid Dbeibah, e a outra em Benghazi (leste), controlada pela família do marechal de campo Khalifa Haftar.

Setembro 7, 2026 . 08:15

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