
O fim do greenwashing nos brindes de empresa: métricas objetivas chegam ao setor promocional
Já todos passámos por situações semelhantes: numa feira, num evento empresarial ou na receção a novos colaboradores, recebemos um caderno, uma caneta ou uma garrafa reutilizável com as palavras “eco”, “verde” ou “sustentável”. No entanto, durante anos, este compromisso ambiental ficou muitas vezes apenas pelo plano das boas intenções, caindo no fenómeno conhecido no mundo empresarial como greenwashing.
Hoje em dia, as coisas estão a mudar. As empresas, incluindo as pequenas médias empresas, enfrentam um quadro normativo europeu cada vez mais rigoroso em matéria de sustentabilidade e relatórios ESG (critérios ambientais, sociais e de governação). As organizações estão agora perante a necessidade de comprovar, com dados e métricas tangíveis, o impacto ambiental de toda a sua cadeia de valor. E isso abrange desde a atividade produtiva até aos materiais de comunicação, marketing e eventos do dia a dia.
Mas afinal, como podemos medir os níveis de sustentabilidade dos brindes corporativos? Foi perante esta necessidade que a Gift Campaign, loja online de brindes personalizados e especialista em brindes para empresas e merchandising B2B, decidiu ir mais além e lançou o seu próprio Índice de Sustentabilidade. Trata-se de uma ferramenta de avaliação quantitativa que atribui a cada artigo do seu catálogo uma pontuação de 0 a 100, introduzindo uma métrica clara, transparente e auditável no setor.
Transparência vs. complexidade técnica
O principal obstáculo para os responsáveis de compras e de sustentabilidade reside na complexidade técnica: rastreabilidade de materiais, certificações e normas de reciclagem que transformam a avaliação de um simples objeto num labirinto documental.
Este novo índice de sustentabilidade, simplifica todo este volume de dados para o transformar numa classificação direta e compreensível. Para determinar a pontuação de cada produto, a metodologia analisa cinco fatores chave:
- Origem dos materiais (30%): Premia a utilização de componentes reciclados (como o rPET), orgânicos (algodão certificado GOTS) ou renováveis (bambu, cortiça ou madeira FSC) face aos plásticos virgens tradicionais.
- Processo de fabrico (25%): Avalia o consumo energético da fábrica, a utilização de energias renováveis e a pegada de carbono industrial.
- Durabilidade e reutilização (20%): Mede a vida útil estimada do produto e a sua capacidade efetiva para substituir artigos descartáveis ou de uso único.
- Reciclabilidade e fim de vida (15%): Analisa a facilidade de separação dos componentes do objeto e a sua taxa de reciclagem em ecopontos standard ou através de compostagem.
- Certificações externas (10%): Avalia a presença de selos independentes reconhecidos internacionalmente, como OEKO-TEX, GRS, Fairtrade ou ISO 14001.
Adicionalmente, o fator de proximidade desempenha um papel determinante: o índice favorece a produção na Europa ou em áreas próximas, penalizando o transporte de longa distância e valorizando enquadramentos regulamentares mais exigentes ao nível laboral e ambiental.
O impacto nas escolhas e compras corporativas
Para além do rigor metodológico, a verdadeira utilidade desta ferramenta reflete-se na tomada de decisão das empresas. O Índice de Sustentabilidade funciona como um filtro ético que permite aos clientes comparar alternativas com dados concretos.
Diversas organizações começam já a definir notas mínimas de corte para a aquisição de artigos promocionais ou institucionais, assegurando o alinhamento entre o investimento em comunicação e as suas metas ambientais. Outras utilizam o detalhe dos critérios para priorizar vertentes específicas, como a economia circular ou a redução de emissões através da produção local.
Com esta iniciativa, o setor dá um passo no sentido de conferir rigor e rastreabilidade a rubricas orçamentais que anteriormente ficavam à margem do controlo ESG, permitindo às empresas fundamentar os seus investimentos perante auditores e consumidores.








