
Incêndio que começou em Arouca queimou 14 hectares em São Pedro do Sul
O incêndio que lavrou entre 17 e 20 de agosto em Arouca destruiu 1.454 hectares, incluindo alguns pomares e colmeias, segundo informou hoje a autarquia, após validação pelo Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF), em
À área destruída nesse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto somam-se ainda 14 hectares de floresta e mato queimados em São Pedro do Sul, município do distrito de Viseu a que o mesmo incêndio alastrou.
Inicialmente, a presidente da Câmara Municipal de Arouca situara as perdas em “mais de 1.300 hectares”, mas agora, após apuramento formal, revelou à Lusa: “Do incêndio rural que deflagrou a 17 de agosto, pelas 21:50, na freguesia de Moldes, no lugar de Bouceguedim, e que foi considerado resolvido ao fim de quatro dias, resultou uma área ardida com um perímetro de 1.468 hectares, já validado pelo ICNF”.
Quanto a danos materiais, Margarida Belém disse que, até ao momento, foram identificadas em Rio de Frades “quatro situações de canos que arderam” – no que estarão em causa sobretudo tubagens de plástico para regas e afins – e também “algumas colmeias destruídas, bem como algumas árvores de fruto”.
Além desses estragos, a autarca socialista referiu igualmente “danos na sinalética da rede de percursos pedestres”, em concreto no Caminho do Carteiro (PR6), na Rota do Ouro Nero (PR8) e no Montes e Vales de Arouca (GR28) – nesse caso no troço entre Tebilhão e Covêlo de Paivó.
Ainda assim, para Margarida Belém “a consequência mais gravosa decorrente deste incêndio foi o acidente com quatro bombeiros de Arouca”, quando se deslocavam para o teatro de operações, na madrugada do dia 19 de agosto, e a sua viatura se despistou por uma ravina com 150 metros de profundidade.
Com idades dos 31 aos 54 anos, dois desses homens já tiveram alta hospitalar, embora continuem a exigir cuidados médicos, e outros dois permanecem internados no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira – para onde foram transportados, após o acidente, por ambulância e helicóptero.
O homem que exige mais cuidados, de 54 anos, já foi sujeito a uma cirurgia especializada no Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, mas regressou entretanto ao São Sebastião, onde continua nos Cuidados Intensivos, “face à complexidade do seu quadro clínico”.
Apesar disso, Margarida Belém declarou: “Os dois bombeiros que permanecem internados continuam a evoluir favoravelmente, o que muito nos anima. Sabemos que ainda há um longo caminho a percorrer, mas os pequenos grandes passos que têm sido dados por ambos dão-nos alento e esperança”.








