Última Hora
Pub

Amazon processada por manipulação de leilões para presença na página na internet

O grupo de Seattle está a ser processado pelas autoridades federais por manipulação de mercado que lhe permitiu receitas suplementares de 20 mil milhões de dólares desde 2019

Uma empresa que quer ter visibilidade na Amazon paga para isso: o grupo de Seattle está a ser processado pelas autoridades federais por manipulação de mercado que lhe permitiu receitas suplementares de 20 mil milhões de dólares desde 2019.

A agência de proteção dos consumidores (FTC, na sigla em Inglês) e 22 Estados depositaram a sua queixa na segunda-feira junto de um tribunal federal de Seattle, onde o grupo está sedeado.

Segundo o texto da queixa, a Amazon "sobrefaturou secreta e sistematicamente" 1,2 milhões de anunciantes, dos quais mais de meio milhão de pequenas e médias empresas, manipulando o sistema de fixação do preço de alguns instrumentos de promoção.

Tratam-se de exibições patrocinadas, que privilegiam produto nos resultados da pesquisa. Representam parte dos 68,6 mil milhões de dólares que a publicidade rendeu à Amazon em 2025, terceira vendedora de publicidade digital mundial, depois da Meta e Google.

Este é o terceiro processo lançado pela FTC contra a Amazon, cuja capitalização bolsista superou pela primeira vez os três biliões (milhão de dólares) no início de agosto. Em setembro de 2025, o grupo tinha aceitado pagar 2,5 mil milhões de dólares para encerrar o primeiro processo, relativo a assinaturas Prime.

A vertente mais pesada, suscetível de impor a reestruturação do grupo, é o processo por monopólio ilegal no comércio, com julgamento previsto para 29 de março de 2027.

No novo processo, o mecanismo visado é o do leilão dito de segundo preço: o anunciante que ganha não paga o preço que propôs mas um cêntimo a mais do que a melhor oferta concorrente.

Segundo a queixa, o grupo comepiu no final de 2018 a introduzir por vezes um concorrente inexistente, depois do vencedor designado, para fazer subir o preço final, estendendo a prática a partir de julho de 2019.

A queixa apoia-se em documentos internos. O vice-presidente responsável da divisão publicitária reconheceu ter "inserido" um leilão para ajudar preços "além do que teria obtido naturalmente pela concorrência entre anunciantes".

Durante uma conferência de imprensa, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que "a Amazon manipulou milhares de leilões publicitários".

A Amazon rejeitou as acusações, garantindo que nenhum anunciantes paga mais do que o preço que ganhou no leilão e considerando que a queixa não de monstra uma subida de preços para os consumidores.

Este é um processo que se soma a outros, iniciados sob presidências tanto de republicanos, como de democratas, contra os conglomerados norte-americanos da tecnologia.

Um juiz federal concluiu em 2025 que a Google detém um monopólio sobre os mercados publicitários dos sítios da internet, e ainda deve determinar as medidas de reequilíbrio a impor.

Setembro 1, 2026 . 10:01

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right