
Novo ascensor da Glória terá inauguração prevista para 2029
O futuro ascensor da Glória, em Lisboa, contará com um novo sistema que garantirá toda a segurança, com um concurso público internacional de conceção previsto até ao final de março de 2027 e inauguração do equipamento em 2029.
O presidente da Carris, Rui Lopo, afirmou na apresentação da solução e dos conceitos técnicos do projeto: "Já não podemos ter um equipamento histórico que funcionava sem modificações substantivas até ao dia 01 de janeiro de 1986 e, portanto, estamos perante uma solução nova em termos de processo construtivo".
Rui Lopo reforçou que o projeto não consiste numa reconstrução do anterior sistema de transporte do elevador, que descarrilou a 3 de setembro de 2025 num acidente com 16 mortos e 24 feridos, uma vez que uma das duas cabines ficou destruída. Ainda assim, apesar do anúncio de um "novo modelo", o novo equipamento será "semelhante ao anterior".
"É um equipamento seguro, é um equipamento moderno, uma cabine semelhante à anterior, mas não será em madeira, será em materiais mais resistentes a qualquer embate, a qualquer circunstância", afirmou o presidente da Carris.
Antes de detalhar a solução, Rui Lopo dirigiu uma palavra às vítimas, aos sobreviventes e aos seus familiares, indicando que nada do que se possa apresentar "pode, nem quer, apagar a dimensão humana" de um acidente que "marca profundamente a cidade, a Carris e os seus trabalhadores".
Na sessão esteve também presente o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Gonçalo Reis (PSD), que enalteceu o trabalho do município "depois do trágico acidente", no apoio às vítimas e seus familiares, na "averiguação de todas as causas do acidente", com auditorias internas e externas, e no desenvolvimento de uma solução futura para o ascensor da Glória e para os equipamentos históricos da Carris.
Relativamente ao futuro ascensor, Gonçalo Reis realçou a aposta num modelo "tecnicamente robusto", que garante "toda a eficácia, toda a segurança, e que segue as melhores práticas do mundo".
"É também um modelo que compatibiliza uma boa solução em termos de mobilidade de transportes com a valorização do espaço público, e é uma solução moderna, é uma solução avançada, mas que respeita a identidade, o caráter e a história deste espaço tão especial", apontou o vice-presidente da CML.







