
Rússia promete mais ataques contra infraestruturas de energia na Ucrânia
“As forças armadas russas iniciaram os preparativos para ataques maciços contra as instalações do setor energético da Ucrânia”, declarou o Ministério da Defesa russo numa mensagem nas redes sociais, citado pela agência francesa AFP.
O ministério disse que se trata de uma “resposta aos contínuos ataques do regime de Kiev contra as infraestruturas civis e o complexo petrolífero e energético da Rússia”.
Durante o inverno passado, Moscovo multiplicou os ataques às centrais ucranianas, devastando o setor energético do país e mergulhando milhões de pessoas no frio e na escuridão.
A Rússia e a Ucrânia estão envolvidas há vários meses numa intensificação de ataques de longo alcance, que visam um número crescente de infraestruturas civis, tais como armazéns, comércios, instalações petrolíferas e portuárias e navios.
Estes ataques provocam regularmente vítimas civis.
O Exército russo reivindicou hoje ter atingido em Kiev durante a noite uma fábrica de amianto e cimento, cujos armazéns eram utilizados para guardar explosivos, segundo Moscovo, bem como um fabricante de drones e munições.
Na véspera, um ataque russo a um depósito de munições nos arredores de Kiev provocou uma grande explosão e causou a morte a pelo menos 38 pessoas, segundo um balanço atualizado hoje.
A Ucrânia atacou durante a noite com drones uma refinaria de petróleo no noroeste da Rússia, provocando um incêndio, relataram as autoridades locais.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu na sexta-feira à indústria de defesa que acelerasse a produção de armamento para aumentar o lançamento de drones contra alvos na Rússia de 300 para mil por dia.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 para “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho, desencadeando o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O conflito causou um número por determinar de vítimas, tanto civis como militares, que diversas fontes, incluindo a ONU, admitem ser muito elevado.
As negociações para um cessar-fogo estão paralisadas desde que os Estados Unidos se envolveram na guerra contra o Irão, após a ofensiva que lançaram em conjunto com Israel em 28 de fevereiro.
Ucranianos e russos mantêm contactos apenas para troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados.








