
Islândia rejeita retomar negociações de adesão à UE
Os islandeses rejeitaram a reabertura das negociações para a adesão à União Europeia, com 52,8% dos eleitores a votarem “não” no referendo realizado no sábado, segundo os resultados definitivos divulgados hoje.
O “sim” obteve 47,2% dos votos. Os opositores à retoma das negociações somaram 118.040 votos, contra 105.339 dos que defendiam o regresso às conversações com Bruxelas, interrompidas em 2013.
O Governo de centro-esquerda, liderado pela primeira-ministra social-democrata Kristrun Frostadottir, comprometeu-se a respeitar o resultado, apesar do caráter consultivo da votação. A decisão deverá afastar uma eventual adesão pelo menos até 2028, quando termina o atual mandato.
A Islândia candidatou-se à UE na sequência da crise financeira de 2008, mas as negociações acabaram por ficar bloqueadas, nomeadamente devido à sensível questão das pescas. Em 2015, Reiquiavique comunicou a Bruxelas que já não pretendia prosseguir o processo de adesão.
O resultado de sábado não significa, contudo, uma rejeição definitiva da entrada na União Europeia. O Governo deverá remeter ao Parlamento a possibilidade de retirar formalmente a candidatura islandesa.
Apesar de permanecer fora da UE, a Islândia mantém fortes ligações ao bloco europeu, integrando o Espaço Económico Europeu e o espaço Schengen.
O referendo estava inicialmente previsto para 2027, mas foi antecipado num contexto de alterações económicas e geopolíticas, incluindo as ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente à Gronelândia e a crescente importância estratégica do Ártico.








