
Dois dos bombeiros feridos em Arouca continuam internados
Mais um dos quatro bombeiros feridos a 19 de agosto num acidente viário a caminho do incêndio que consumiu 1.300 hectares de floresta em Arouca já teve alta hospitalar, e outros dois continuam internados, revelou hoje fonte hospitalar.
Desses quatro homens, com idade dos 31 aos 54 anos, todos do referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, um ainda está internado na enfermaria de Ortopedia do Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e o outro, transferido esta semana para o Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, mantém-se nessa unidade, a recuperar da cirurgia a que aí foi submetido na quarta-feira.
"Dos bombeiros envolvidos no acidente ocorrido durante o incêndio em Arouca, permanece atualmente apenas um doente internado no Hospital de São Sebastião, na enfermaria de Ortopedia, após ter passado anteriormente pela Unidade de Cuidados Intensivos. A sua evolução clínica tem decorrido de forma favorável", adiantou à Lusa fonte oficial da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga.
Quanto ao operacional que foi submetido a uma intervenção cirúrgica cardiotorácica em Gaia, "encontra-se atualmente em acompanhamento hospitalar especializado, mantendo uma evolução que permitirá, em princípio, o seu regresso ao Hospital São Sebastião, na Feira, para continuidade de cuidados, assim que estejam reunidas as condições clínicas e técnicas necessárias".
O acidente que vitimou os quatro bombeiros no incêndio que lavrou em Arouca entre a noite de 17 de agosto e a manhã do dia 20 ocorreu quando, na madrugada do dia 19, o veículo em que se deslocavam para o terreno de operações se despistou por uma ravina com 150 metros de profundidade.
Esses operacionais foram transportados por ambulância e helicóptero para o Hospital da Feira, sendo que um dos bombeiros teve alta hospitalar no dia 20 e outro nesta quinta-feira.
Fonte do comando dos Bombeiros Voluntários de Arouca adiantou, contudo, que os dois operacionais que já deixaram o hospital continuam, ainda assim, a exigir cuidados médicos, pelo que durante os próximos tempos terão acompanhamento clínico regular numa unidade de saúde privada, a expensas da seguradora.
Segundo dados da Câmara Municipal de Arouca, o incêndio em causa consumiu "mais de 1.300 hectares de floresta e mato" sobretudo nesse concelho, mas também no de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
O fogo chegou a ter quatro frentes ativas e a ser combatido por mais de 650 operacionais em simultâneo, com o apoio de 200 viaturas e nove meios aéreos.
Além das perdas florestais, os danos materiais em Arouca "não serão significativos", já que, a avaliar pelo apuramento inicial da autarquia, "não arderam casas, palheiros ou outros edifícios, nem se registaram animais mortos".








