
Sismo na Indonésia provoca 100 mortos e mais de 1.600 feridos
As autoridades indonésias confirmam que o sismo de magnitude 7,7 que afetou a ilha de Flores provocou 100 mortos e 1.603 feridos.
Segundo o diretor da Agência Nacional para a Gestão de Catástrofes (BNPB), Suharyanto, o solo continua a registar tremores na região, com mais de 6.400 réplicas entre magnitudes 1,1 e 6,2 desde o evento principal, ocorrido no dia 15.
Mais de 180.000 pessoas estão deslocadas, com cerca de 73.818 habitações e 1.915 instalações públicas danificadas na ilha do sudeste do arquipélago indonésio.
O balanço anterior registava pelo menos 83 vítimas mortais.
Devido aos cerca de 140 sismos sentidos pela população, muitos receiam regressar às suas casas, permanecendo alojados nos centros de acolhimento instalados pelas autoridades, explicou Suharyanto numa conferência de imprensa.
A agência meteorológica da Indonésia (BMKG) prevê que a atividade sísmica possa continuar durante as próximas três a quatro semanas antes de estabilizar.
A BNPB indicou que até domingo foram entregues quase 1.000 toneladas de material de ajuda humanitária, incluindo tendas, colchões, alimentos e produtos de higiene, sendo necessário ainda transportar mais de 500 toneladas de ajuda.
O sismo ocorreu a cerca de 62 quilómetros a noroeste da cidade de Ende, a mais populosa da ilha com cerca de 90.000 habitantes, a uma profundidade de 10 quilómetros, tendo provocado ondas de aproximadamente um metro de altura, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A Indonésia localiza-se no denominado "anel de fogo" do Pacífico, uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e atravessa o oceano Pacífico.
Em 2004, um sismo de magnitude 9,1 na costa de Samatra desencadeou um tsunami que causou cerca de 220 mil mortos na região, incluindo 170 mil na Indonésia.







