
“Deixa-me Contar Antes Que Esqueça” regressa para a sua 6.ª edição
A 6.ª edição do espetáculo “Deixa-me Contar Antes Que Esqueça” está de regresso, com estreia esta semana e novas apresentações em várias freguesias do concelho de Viseu. O espetáculo passa por Silgueiros, Torredeita e Orgens, hoje, amanhã e no dia 17 de setembro, respetivamente.
Como é habitual, o projeto volta também a circular por outros territórios, com apresentações previstas em Gouveia, Mealhada e Castro Daire, dando continuidade a um percurso que cruza criação artística contemporânea e proximidade com as comunidades.
‘Do amor à soleira da porta’ é o título da nova criação, na qual três atrizes-músicas dão corpo e voz às memórias de quem viveu o amor noutro tempo. Entre histórias, canções e testemunhos, o espetáculo regressa às janelas, às soleiras das portas e aos lugares onde os afetos aconteciam sob o olhar atento dos outros, percorrendo a passagem entre o namoro e a vida dentro de casa, entre o espaço público e o íntimo, entre o amor sonhado e o amor vivido.
Cruzando as linguagens da música e do teatro, o espetáculo é interpretado por Patrícia Lestre, Sofia Moura e Sónia Sobral.
‘Deixa-me Contar Antes Que Esqueça’ é um projeto de criação artística ancorado na escuta dos territórios e das pessoas que os habitam. O processo parte da recolha de testemunhos, histórias de vida, memórias e canções, realizada junto das comunidades participantes.
Cada território constitui inicialmente um espaço próprio de pesquisa e escuta. As experiências recolhidas são depois colocadas em diálogo durante o processo de criação dramatúrgica e musical, fazendo convergir histórias individuais e geografias distintas num mesmo objeto artístico.
É a partir dessa matéria documental e afetiva que se constrói a dramaturgia de ‘Deixa-me Contar Antes Que Esqueça: do amor à soleira da porta’, reunindo palavra e música. O espetáculo devolve, assim, às comunidades o resultado das suas próprias partilhas, transformando uma pesquisa realizada localmente, em cada freguesia e com cada participante, numa experiência coletiva. Do eu e do outro, das diferentes localidades, gerações e percursos de vida, nasce uma voz partilhada e comum.








