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Coreia do Sul e EUA antecipam fim de exercícios militares por ordem de Trump

Um responsável do exército da Coreia do Sul confirmou o fim dos exercícios militares, que deviam prolongar-se até 27 de agosto

Os exercícios conjuntos entre os exércitos sul-coreano e norte-americano terminaram hoje, seis dias antes do previsto, depois de o Presidente Donald Trump os ter considerado hostis para com a Coreia do Norte.

Um responsável do exército da Coreia do Sul confirmou o fim dos exercícios militares, que deviam prolongar-se até 27 de agosto, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

No domingo, Trump surpreendeu o aliado próximo sul-coreano ao considerar que os exercícios anuais enviavam “um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte.

Trump referiu também a recusa da Coreia do Sul em participar nas operações militares contra o Irão como uma das razões para diminuir o envolvimento norte-americano nos exercícios.

Invocando a “muito boa relação” que disse manter com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, Trump ordenou uma redução considerável da participação norte-americana nas manobras anuais destinadas a simular combates contra Pyongyang.

Trump disse aos jornalistas em Washington que previa encontrar-se com o líder norte-coreano este ano.

Disse também que era importante “dar-se bem” com Kim, precisando que a Coreia do Norte tem 57 armas nucleares “muito potentes”, enquanto Seul afirma que Pyongyang detém entre 80 e 120 armas nucleares.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back, declarou que Seul continua a opor-se ao reconhecimento da Coreia do Norte como um Estado dotado de armas nucleares.

Interrogado sobre se Washington renunciou à desnuclearização da Coreia do Norte, Ahn respondeu que não pensava que assim fosse.

Kim Yo-jong, a influente irmã do líder da Coreia do Norte, considerou na quinta-feira que a Coreia do Sul está a colher “o que merece” com a decisão dos Estados Unidos de reduzirem a participação nas manobras militares conjuntas.

“Este é o destino inevitável de um exército fantoche, cujo comando ficou nas mãos dos Estados Unidos”, disse Kim Yo-jong num artigo publicado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

Os exercícios simulam uma situação de guerra total na península coreana e estão divididos em duas fases, uma defensiva e outra de contra-ataque, de acordo com a agência noticiosa sul-coreana Yonhap, citada pela espanhola EFE.

Desta vez, realizou-se apenas a primeira fase, a relacionada com a defesa.

Em resposta aos exercícios conjuntos, a Coreia do Norte realizou na quinta-feira cerca de uma dezena de lançamentos de mísseis a partir das proximidades de Pyongyang, anunciou o exército sul-coreano.

Agosto 21, 2026 . 12:15

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