
Sénior com paralisia encontrada viva três dias após sismo na Indonésia
Uma mulher de 84 anos, com paralisia, foi encontrada viva sob os escombros três dias depois do sismo que provocou 73 mortos na ilha das Flores, no leste da Indonésia, anunciaram as autoridades.
A sobrevivente, Paulina Pobi, ficou soterrada sob as paredes de bambu desmoronadas da casa onde vivia com familiares, na madrugada de sábado.
A família pensava que ela tinha sido salva e levada para um abrigo, regressando ao local na terça-feira, altura em que a encontrou.
"Como estava paralisada, não podia mover-se nem falar", explicou à agência France-Presse uma autoridade local, Rudolfus Riba.
"Ela está de boa saúde, não ficou ferida. Estava simplesmente um pouco fraca porque não comia nem bebia há dias. (...) Parece irreal, quase um milagre", acrescentou.
O sismo de magnitude 7,7 destruiu centenas de casas e feriu mais de 900 pessoas, tendo deixado cerca de 60.000 pessoas registadas como deslocadas, segundo a agência nacional de gestão de desastres.
Desde o sábado foram registadas mais de 3.000 réplicas, das quais pelo menos 86 tiveram intensidade suficiente para serem sentidas pela população.
Perto de 400 toneladas de ajuda, incluindo comida, água e medicamentos, foram encaminhadas para a região desde o início da emergência, indicaram as autoridades.
A Indonésia é frequentemente afetada por terramotos, devido à sua localização no chamado "anel de fogo" do Pacífico, uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e atravessa o oceano Pacífico.
Em 2004, um sismo de magnitude 9,1 ao largo da costa de Samatra desencadeou um tsunami que causou cerca de 220.000 mortos em toda a região, incluindo 170.000 na Indonésia.







