
Queimas são principal causa dos incêndios em Portugal até 15 de agosto
As queimas e queimadas foram responsáveis por 37% dos incêndios rurais ocorridos em Portugal continental até 15 de agosto, segundo o relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O documento indica que o incendiarismo é a segunda causa mais frequente, representando 17% dos casos investigados. Reacendimentos correspondem a 9% e o uso de maquinaria a 7% dos incêndios analisados.
Até 15 de agosto, registaram-se 6.388 incêndios rurais, dos quais 5.327 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído, correspondendo a 83% do total e a 37% da área total ardida.
O distrito do Porto foi o que registou o maior número de incêndios, com 955 ocorrências, seguido pelos distritos de Braga, com 610, e Vila Real, com 558. Contudo, o distrito de Vila Real lidera em área ardida, com 13.562 hectares, cerca de 24% da área total consumida pelo fogo, seguido de Bragança com 9.909 hectares e Viseu com 8.325 hectares.
Entre 1 de janeiro e 15 de agosto de 2026, os incêndios rurais consumiram um total de 56.586 hectares, distribuídos entre povoamentos florestais (25.732 hectares), matos (24.995 hectares) e terrenos agrícolas (5.859 hectares).
Os concelhos com maior área afetada foram Valpaços, Mirandela, Águeda e Vouzela.
Desde 15 de agosto, têm ocorrido vários incêndios considerados significativos diariamente, principalmente na região norte do país. O incêndio em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, iniciado no sábado, é o de maior duração e mantém-se ativo.
Até 19 de agosto, foram registados 6.666 incêndios e uma área total ardida de 63.347 hectares, indicando que, entre 15 e 19 de agosto, arderam mais 6.761 hectares.








