
Mangualde aumenta fiscalização à deposição indevida de resíduos urbanos
A medida surge depois dos serviços terem registado um aumento significativo de situações irregulares no concelho.
Os processos de contraordenação serão instaurados sempre que forem recolhidos elementos que permitam identificar os responsáveis por comportamentos ilegais. As coimas previstas variam entre 250 e 1.500 euros para pessoas singulares e de 1.250 a 22 mil euros para pessoas coletivas.
“A deposição de resíduos fora dos contentores e ecopontos é uma infração e uma falta de respeito pelo espaço público e por toda a comunidade. Vamos reforçar a fiscalização e responsabilizar quem persiste nestes comportamentos”, afirma o vice-presidente da Câmara Municipal com o pelouro do Ambiente, João Cruz.
Entre as situações detetadas encontram-se sacos e caixas abandonados no chão, bem como móveis, eletrodomésticos, resíduos de construção e outros materiais deixados junto aos equipamentos de recolha. “Estas práticas prejudicam a limpeza e a imagem do concelho, provocam maus cheiros, atraem animais e dificultam o trabalho das equipas de recolha, representando também custos adicionais para todos”, afirma o vice-presidente.
O autarca lembra que existem soluções para a correta deposição destes materiais.
"Deixar resíduos no chão junto a um contentor não é reciclar, não é depositar corretamente e não transfere a responsabilidade para os serviços municipais e intermunicipais. É abandono de resíduos no espaço público”, sublinha João Cruz.
Os resíduos indiferenciados devem ser colocados, devidamente acondicionados, nos contentores destinados a esse fim. Papel e cartão, vidro e embalagens devem ser separados e depositados nos respetivos ecopontos. Monos, eletrodomésticos, resíduos de construção e outros materiais, que não podem ser depositados nos contentores comuns, devem ser encaminhados através dos serviços e circuitos existentes para o efeito. “Atualmente temos, na Zona Industrial do Salgueiro, um Ecocentro, preparado para receber estes resíduos”, recorda João Cruz.
O autarca apela à colaboração da população na correta separação e deposição dos resíduos. “A preservação da limpeza e da qualidade do espaço público depende também do comportamento de cada cidadão”.









