Última Hora

Israel- Permissão para Matar

Agosto 17, 2026 . 10:15
Benjamim Netanyahu e o Estado de Israel acabam de anunciar que não vão abandonar os territórios ocupados em Gaza, na Síria e no Líbano, mostrando claramente ao mundo, nomeadamente ao planeta democrático, as intenções expansionistas que tem sido ao longo de décadas a estratégia sionista.

Razão da recusa continuada de reconhecimento do Estado da Palestina, reconhecimento que poderia ter permitido a paz e uma vida normal das populações dos dois países e de toda a região.

Não foi assim e a causa está visível na declaração do ainda primeiro-ministro de Israel, ou seja, a continuação de todos os crimes cometidos, o não cumprimento das inúmeras decisões do Conselho de Segurança da ONU e as centenas de milhares de mortos palestinianos, supostamente terroristas, mas de facto homens, mulheres e crianças inocentes apanhadas pelas bombas assassinas dos pilotos israelitas.

Nem sequer é uma guerra, em que as partes combatem com armas pelo menos semelhantes, mas apenas um genocídio puro e duro de um povo.

Que a União Europeia esteja há demasiado tempo a iludir esta realidade é uma vergonha e que ainda haja gente que confunda e negue o que se passa em Gaza, ou confunda as vítimas do genocídio dos judeus assassinados por Hitler para desculpar Israel em Gaza, não representa mais do que uma enorme cobardia dos dirigentes e de alguns estados da União Europeia. A caça aos palestinianos pelos colonos israelitas, protegidos pela retaguarda assassina do “Estado democrático” de Israel, é uma realidade que não pode ser escondida.

E a propósito, veremos em breve na próxima eleição que democracia é a de Israel, veremos se o primeiro-ministro se mantém no poder, perdoado pelo povo de Israel, ou se pelo contrário o regime democrático sobrevive e Benjamim Netanyahu é preso e condenado com os seus cúmplices.

Nestas eleições não pode haver confusão, não é possível continuar a aceitar como democrático um Estado que formalmente muda de líder para poder continuar as mesmas políticas, sob a suprema hipocrisia de uma qualquer maioria.

O que agora se passa no Irão é ainda um produto do estado de Israel e do primeiro-ministro Benjamim Netanyahu, em que Donald Trump faz o papel de idiota útil.

Pelo meio, a ONU- Organização das Nações Unidas, liderada pelo nosso conhecido António Guterres, tornou-se dolorosamente para toda a humanidade o idiota inútil, incapaz de enfrentar os perigos e as consequências de três guerras. É por isso doloroso constatar que nem pela palavra as Nações Unidas de António Guterres alcançam mobilizar as vontades necessárias para, pelo menos, honrar os objectivos dos pais fundadores e a consciência dos homens de boa vontade.

Vivemos um tempo protagonizado por homens maus, como Benjamim Netanyahu, Putin e Donald Trump, um tempo de desesperança e dos mesmos horrores que pensávamos terminados em 1945. A diferença é de que então tivemos estadistas como Winston Churchill, Franklin Roosevelt, Charles de Gaulle, Konrad Adenauer e tantos outros. Hoje, em Portugal, na Europa e no Mundo, temos gestores muito pouco qualificados, com pouca coragem, sem ideias e sem vontade, em que apenas o líder ucraniano Volodymyr Zelensky merece o nosso respeito.

É neste caldo de cultura que o nosso planeta, preparado para a paz depois de 1945, enfrenta três guerras e inúmeros conflitos regionais.

Acredito que isso resulta de uma sucessão de erros cometidos ao longo dos últimos quarenta anos, quando num tempo em que o planeta mais necessitaria de capacidade de previsão e de saber antecipar as transformações necessárias, os homens e as mulheres deste tempo limitaram-se a colocar remendos. Hoje, ninguém se pode colocar de fora.

Agosto 17, 2026 . 10:15

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right