
PJ detém suspeita de cinco incêndios em Tarouca
Os factos ocorreram entre os dias 23 de julho e 9 de agosto de 2026, tendo sido registadas cinco ignições em áreas próximas, apresentando características semelhantes quanto à sua localização e ao respetivo modus operandi.
A investigação permitiu apurar que os incêndios terão sido provocados mediante a utilização de chama direta sobre vegetação seca, em locais integrados ou confinantes com áreas florestais e terrenos agrícolas, situados nas proximidades de núcleos habitacionais, criando condições propícias à rápida propagação das chamas.
Os incêndios atingiram e colocaram em perigo áreas de significativa densidade florestal, constituídas, entre outras espécies, por carvalhos, pinheiros-bravos e castanheiros de grande porte, bem como por abundante estrato arbustivo. A proximidade de habitações e de outros bens potenciava a propagação das chamas às áreas envolventes, com o inerente risco para pessoas e património.
Nas datas das ocorrências, o indicador denominado perigo de incêndio rural (PIR) naquele concelho oscilou entre os níveis muito elevado e máximo.
A pronta intervenção dos Bombeiros e dos meios de combate a incêndios rurais permitiu dominar e extinguir os focos de incêndio, evitando que as consequências para pessoas e bens assumissem maior gravidade.
A investigação foi desenvolvida pela PJ, em estreita colaboração e articulação com elementos GTRI – Interior Norte, do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Lamego e do Posto Territorial da GNR de Tarouca.
A detida será presente à autoridade judiciária competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.









