
Guarda aprova Carta de Compromisso pela candidatura a Capital Portuguesa da Cultura
A Câmara da Guarda aprovou, por unanimidade, a Carta de Compromisso pela candidatura da cidade a Capital Portuguesa da Cultura em 2028, que define “a estratégia e o compromisso político” do executivo no projeto.
“É muito importante dizer que o executivo do município da Guarda, uma vez mais, deu um sinal de união em torno desta candidatura. É um compromisso político, não técnico, onde está definido aquilo que é, em traços gerais, a nossa estratégia”, disse o presidente da Câmara.
Sérgio Costa falava aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo, nos Paços do Concelho.
“Estamos a fazer o caminho para podermos ser Capital Portuguesa da Cultura em 2028 e pretendemos demonstrar a vitalidade da nossa cidade, do concelho, a capacidade artística e criativa das nossas gentes”, acrescentou.
Segundo o autarca da coligação ‘Pela Guarda’/ Nós Cidadãos, a candidatura da cidade mais alta será “verdadeiramente o reflexo da nossa identidade serrana e raiana, das memórias que guardamos e da modernidade a que aspiramos”.
O autarca apelou à participação de todos, convidando os munícipes a dar os seus contributos através de um inquérito online.
Além disso, disse, os vereadores da oposição vão reunir com os consultores que estão a preparar a candidatura para darem também as suas propostas e sugestões.
Sérgio Costa adiantou que o objetivo é “ajudar a enriquecer a candidatura e o seu conteúdo programático para podermos ambicionar, efetivamente, ganhar esta corrida”.
Os vereadores da coligação PSD/CDS/IL votaram favoravelmente a Carta de Compromisso pela candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 por considerarem que a Guarda “tem condições para ser vencedora”.
No entanto, Alexandra Isidro deixou alguns reparos, um dos quais é considerar a carta “demasiado genérica”.
“Parece-nos haver um bocadinho de serviços mínimos em relação ao que é exigido. Se retirarmos a Guarda e pusermos outra cidade qualquer da zona raiana, esta carta aplica-se muito bem e, portanto, sugerimos que ela fosse mais específica, que falasse mais do conceito base de ‘cidade guardiã’”, disse a vereadora aos jornalistas.
A independente eleita pelo PSD garantiu que os vereadores da coligação estão “alinhados no sentido de um objetivo comum, que é criar uma candidatura válida, bem elaborada e que possa ser vencedora”.
Nesse sentido, deixaram algumas propostas, como a existência da rede cultural e criativa, do projeto da Orquestra Académica Filarmónica, do legado de Eduardo Lourenço, do Centro de Estudos Ibéricos, dos Festivais de Cultura Popular e da Carta da Paisagem, entre outras.
António Monteirinho, vereador do PS, justificou o voto favorável reiterando que “apoia e contribui com o que for solicitado para que esta candidatura possa decorrer da melhor forma e alcançar o objetivo, que é ser vencedora”.
No entanto, o socialista quis saber qual vai ser o valor do orçamento da candidatura e se o projeto tem recursos humanos suficientes, isto porque revelou ter sido contratada, por 18.000 euros, uma empresa de consultadoria para elaborar a candidatura.
“Também queremos saber qual é a estratégia para o envolvimento e participação dos agentes culturais, das coletividades, das demais entidades e forças vivas da cidade”, acrescentou.
Monteirinho lembrou que falta mês e meio para apresentar “uma candidatura que esteja à altura dos pergaminhos de uma cidade que já foi candidata a Capital Europeia da Cultura”.
“Independentemente de não termos alcançado o objetivo, não nos podemos esquecer que há um percurso feito e que deve ser valorizado e repetido para esta nova candidatura”, afirmou.








